Repressão

Direitos Humanos, Repressão, Prisões

Apelo da T.O.R.R.E.

Considerando então não apenas os últimos acontecimentos mas principalmente a vontade do projecto crescer e tornar-se não só um local para a comunidade mas também num ponto de encontro para todos aqueles que partilham a ideia e o desejo da libertação de espaços e do fazermos por nós mesmos face aos poderes dos gabinetes, apelamos à presença de todos durante o fim-de-semana de 18 e 19 de Julho, para que em conjunto possamos dar um futuro à TORRE.

Esclarecimento sobre ameaça de despejo e apelo para o fim-de-semana.

Na Quarta-feira, dia 15 de Julho de 2015 fomos visitados pela polícia. Mostraram à pressa um papel, informaram-nos da sorte que tínhamos de nos mostrarem um papel e disseram que para além de estarem ali a cumprir ordens, seguindo uma denúncia da Junta de Freguesia, tínhamos até ao fim de semana para sair daqui.

A PSP e a Cidade

Os excessos de Guimarães e do Marquês não são uma excepção ao comportamento da PSP. Em qualquer bairro periférico de Lisboa abundam histórias da PSP a espancar pais em frente aos filhos sem que isso provoque qualquer celeuma a grande parte da população. A representação mediática do que é o pais, e do que são as suas cidades, faz com haja uma percentagem extremamente significativa da população que é objectivamente cidadã de segunda no que toca à relação com o estado e com a PSP.

As primeiras imagens dos festejos do Benfica no Marquês, transmitidas logo minutos após o fim do jogo, mostravam um gigantesco palco festivaleiro e um enorme circulo de segurança à sua volta, em redor do qual era colocado ainda mais um circulo de baias. A imagem causava estranheza não só pelo tamanho desmedido da infraestrutura, tanto quanto sei inédita no que toca à celebração de campeonatos, mas também na disposição dessas baias que, talvez num reflexo um pouco pavloviano, a única certeza que dão é que horas depois estarão no chão.

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