Repressão

Direitos Humanos, Repressão, Prisões

A PSP e a Cidade

Os excessos de Guimarães e do Marquês não são uma excepção ao comportamento da PSP. Em qualquer bairro periférico de Lisboa abundam histórias da PSP a espancar pais em frente aos filhos sem que isso provoque qualquer celeuma a grande parte da população. A representação mediática do que é o pais, e do que são as suas cidades, faz com haja uma percentagem extremamente significativa da população que é objectivamente cidadã de segunda no que toca à relação com o estado e com a PSP.

As primeiras imagens dos festejos do Benfica no Marquês, transmitidas logo minutos após o fim do jogo, mostravam um gigantesco palco festivaleiro e um enorme circulo de segurança à sua volta, em redor do qual era colocado ainda mais um circulo de baias. A imagem causava estranheza não só pelo tamanho desmedido da infraestrutura, tanto quanto sei inédita no que toca à celebração de campeonatos, mas também na disposição dessas baias que, talvez num reflexo um pouco pavloviano, a única certeza que dão é que horas depois estarão no chão.

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