Recent comments

  • Actualização sobre o julgamento dos detidos na manif de 25/04/2007   8 years 44 weeks ago

    Continuamos a aguardar a decisão final desse colectivo de juízes, protegido pela polícia de insegurança pública.
    Saudações

  • Os trabalhadores e Copenhaga (declaração da CGTP)   8 years 44 weeks ago

    Que vergonha, que descaramento...
    que boa oportunidade que perderam para estarem calados.

    Estas cupulas sindicais sao isso mesmo: cupulas!
    Nao basta estarem um pouco (tipo muito) atrasados, como tambem estao em contradicao total com as suas cegas posicoes de que todo o investimento economico em Portugal e valido, traga la que merda de industria poluente trouxer.

    O que acho que faz saltar a tampa aos trabalhadores que (como eu) nao vivem do trabalho dos outros, sentados nas secretarias sindicais.

    Primeiro>
    "Em Copenhaga, com o objectivo de um acordo internacional sobre o clima, está a esperança de um mundo novo mais sustentável, confrontada, no entanto, com três crises interligadas:"

    O problema eh a crise... claro!!! as crises inventadas nao sao o problema: o problema eh quem as inventa, quem sustem esses que as inventam, e quem nao os combate.... por exemplo: a CGTP.

    Segundo>
    "A crise económica e social aumentou a necessidade de encontrar soluções industriais, agrícolas e nas pescas, assim como para as crises climáticas e das matérias-primas e do emprego digno."

    Nao, essa eh a mentira que os patroes nos pregaram, e nos pregam desde que comecaram a substituir pessoas por maquinas. Ah mas agora vao ser maquinas ecologicas, entao ta-se bem...

    E a cereja no topo do bolo>

    "A União Europeia tem o desafio ..."

    E eu que acreditava mesmo que a emancipacao dos trabalhadores (eco ou nao-eco) seria obra dos PROPRIOS trabalhadores. Afinal nao, eh da U.E.!

    "...das reestruturações industriais com que se confrontam os novos estados-membros. Novos investimentos em tecnologias e competências baixas em carbono deverão ser feitos num quadro de consultas completas e de uma negociação entre os parceiros sociais, empregadores e sindicatos."

    AHHHH, ok ca esta a justificacao para esta salganhada de Comunismo Neo-Liberal: desde que haja dinheiro, tecnologia que taaaaaaanto nos ajudou ateh agora, e os sindicatos continuarem a comer aquela infima parte do bolo da mais-valia roubada aos trabalhadores (infima... mas que bem lhes enche a barriga camaradas!) entao podemos seguir com essa palhacada da urgente construccao dessa "Nova" ordem mundial que tantos adeptos socialistas tem em Portugal.

    De qualquer maneira, se alguem fiquer desempregado nao serao certamente os dirigentes sindicais!

    dois pontos finais, e depois ja podem mandar os caes-de-fila do PCP e do BE para salvaguardar a honra da dama ameacada:

    1 O que a CGT tem de pior, eh a merda daquele P.
    2 ... e nao se esquecam que com tanta humidade sindical o bolor nao desaparece.

    soltem os caes.

    Proletario Pitt-Bull

    ps: o primeiro que falar da falta de acentos e outras porcarias ortograficas do genero ganhou uma viagem de ida e volta ah bardamerda com tudo pago... pelo sindicato obviamente.

  • SOLIDARIEDADE 25 de ABRIL de 2007 pelos companheirxs da Coordenadora Antifa da Estremadura/Espanha   8 years 44 weeks ago

    de valor!

  • *Mas a lei está do nosso lado***   8 years 44 weeks ago

    Excelente artigo! Gostaria apenas de acrescentar que neste momento os locais públicos que exibam música ou vídeo estão sujeitos a um sistema de dupla taxação, isto é, o pagamento do direitos de autor sobre a compra da obra à SPA e o pagamento dos direitos conexos à Passmusica que tem movido uma série de rusgas pidescas por todo o país. Soube dum caso de um bar num quartel de bombeiros que foi ameaçado por exibir o canal de televisão VH1. Os frequentadores deste tipo de espaços não vão lá para ouvir música mas para comer uma sandes ou beber um café. Por isso é tão ridículo como cobrarem-se direitos conexos pela utilização de toalhas de mesa, copos ou pelo quadro na parede. Não são só as tentativas de criminalização das cópias pessoais que devem ser merecedoras da nossa censura mas sim todo e qualquer ataque movido por este tipo de interesses, que devido ao caducar dos seus modelos de negócio não olham a meios para conservar a sua existência.

  • [Dinamarca] Contra a Cúpula da COP15 em Copenhague   8 years 44 weeks ago

    A comercialização, diz Maitreya, é mais perigosa para os homens do que a bomba atômica, e está mostrando o seu poder destrutivo no caos econômico que domina hoje o mundo.

    Se os homens querem salvar este planeta das consequências do aquecimento global, devem fazer infinitamente mais do que está sendo planejado para limitar as emissões de carbono, e em um espaço de tempo mais curto do que é geralmente aceito como necessário. Os homens têm sido lentos a admitir os perigos e ainda hoje muitos se recusam a levar a sério esses problemas. Tais atitudes, não há dúvida, colocam em perigo o futuro do planeta Terra. Os homens têm no máximo dez a quinze anos para estabelecer um equilíbrio antes que o dano irreparável aconteça.

  • Os professores não estão para brincadeiras! atenção FENPROF!   8 years 44 weeks ago

    ATÉ AGORA ANDOU-SE A "PISAR OVOS"...
    Nada se conseguiu!

    http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=4&id=139936&sup=0&sdata=

    Jornal da Madeira / Nacional / 2009-12-08

    Docentes vão ser ouvidos sobre matérias em negociação com o Ministério da Educação
    FENPROF promove consulta aos professores

    A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) decidiu realizar, em todo o país, sessões de esclarecimento junto dos docentes sobre as matérias em negociação com o Governo, quando são já conhecidas algumas das propostas do Ministério da Educação (ME).
    Além de prestarem informações sobre o processo em curso, os sindicatos da FENPROF vão também ouvir as opiniões dos professores, que deverão ficar expressas em posições a aprovar nos plenários para enviar ao ME, segundo um comunicado divulgado na sequência de uma reunião do secretariado nacional da federação.
    Independentemente do resultado da negociação, para a qual admitiu já pedir um período suplementar não havendo acordo no prazo previsto, a FENPROF quer assinalar, a 19 de Janeiro, os três anos da aprovação do Estatuto da Carreira Docente (ECD), agora em revisão.
    A federação considera importante "o desenvolvimento de uma iniciativa nacional, envolvendo todos os professores, cujo contorno deverá depender do desenvolvimento do processo de revisão do ECD", segundo o comunicado.
    Tal como nas semanas anteriores, ontem, os sindicatos remeteram ao ME as suas posições sobre as matérias discutidas na semana passada, com nova ronda negocial amanhã.
    Além da estrutura da carreira, começou já a ser abordado o novo modelo de avaliação de desempenho. E, se o fim da figura do professor titular agradou tanto à FENPROF como à Federação Nacional de Sindicatos da Educação (FNE), a manutenção de quotas para as classificações mais elevadas (muito bom e excelente) está a criar uma barreira ao entendimento, tal como a limitação a vagas para transição em três momentos do percurso profissional: terceiro escalão - onde está o maior número de professores -, quinto e sétimo escalões - já com remunerações mais altas.
    Até agora, os professores conseguiram a suspensão do segundo ciclo avaliativo pelo modelo decidido pelo anterior Governo e a garantia de serem avaliados no primeiro ciclo de avaliação os professores que não entregaram a proposta de objectivos individuais.
    Os sindicatos continuam a opor-se à prova de ingresso na profissão e a reclamar uma outra visão sobre os horários de trabalho, a contagem do tempo de serviço e a aposentação, ao fim de uma carreira que o ME propõe ser de 34 anos (a FNE defende 28 anos), com quatro de permanência em cada escalão, à excepção do quinto, de dois anos.
    No passado dia 2, os sindicatos receberam a garantia de que a nova avaliação será centrada na escola e emanará do Conselho Pedagógico, o que foi considerado positivo.
    Porém, a FENPROF contesta um modelo de gestão da escola "assente em lógicas de nomeação", por levar a que todo o processo "se centre" no director, com "a competência de nomear todos os elementos" que, no âmbito do conselho, integram a comissão para a avaliação.

  • Sair do processo de Quioto-Copenhaga   8 years 44 weeks ago

    "...Não precisamos de um climatologista para nos dizer para onde o vento sopra. Mais do que energia sustentável, é preciso sustentar o mundo. O necessário hoje é energia revolucionária. Não uma revolução tecnológica, mas social para um planeta, que tornaria desnecessária toda a fé cega em dispositivos industriais.

    Poder ao povo!

    Vídeo "War On Capitalism":

    http://www.youtube.com/watch?v=DWEzLoUgXw0

    www.nevertrustacop.org

  • No More Delay!   8 years 44 weeks ago

    Washington, DC Independent Media Center : dc.indymedia.org
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    The address was blocked on 2008-02-20 with the following note:
    Isto estava no meio do texto...alguém anda a brincar connosco...

  • Indymedia Portugal relançado, 10 anos depois do início do Indymedia global   8 years 44 weeks ago

    Sim, foi esquecido e já havia sido comentado por alguém aqui. Entretanto estivemos a discutir a melhor designação a dar-lhe (ensino, educação, ...) e em breve colocamos na lista :)

  • Indymedia Portugal relançado, 10 anos depois do início do Indymedia global   8 years 44 weeks ago

    Peço para terem em atenção o tema «educação» não é mencionado na listagem de temas, penso que será um esquecimento!
    Obrigado,
    MB

  • O escândalo Climategate   8 years 44 weeks ago
  • Sair do processo de Quioto-Copenhaga   8 years 44 weeks ago

    Car@ anónim@,

    Como é natural, quando escrevo um artigo de blogue não posso desenvolver todos os comentários. Alguns já vieram descritos em artigos anteriores do blogue e não faz sentido repetir. Outros fazem parte da investigação que vou conduzindo, a nível académico ou activista e que vai sendo publicada por várias partes.

    Assim, limito-me a comentar alguns pontos, saltando desde logo a introdução aos impactes ambientais que não constitui certamente o cerne desta discussão (até porque as alterações climáticas, mais do que um problema ambiental, são um problema social e económico, quer pelo problema em si, quer pelas abordagens que lhe são feitas)

    Sobre as 3 formas de atacar o problema da finitude dos recursos:
    (i) Tecnologia que permita aproveitar melhor os recursos, tal como no caso energético o recurso a energia nuclear;
    O capitalismo verde de facto acredita que a tecnologia pode ser uma solução para a "finitude" dos recursos. Contudo, o mundo real, pelo menos na sociedade capitalista, mostra que tal não sucede. Existe o chamado paradoxo de Jevons (também conhecido como efeito de refluxo) onde, na maioria dos casos, um aumento de eficiência vem seguido de um aumento de consumo (se os automóveis consumirem 2 litros aos 100, em vez de 6 ou 7, não só cada pessoa pode e vai fazer maiores distâncias, como uma maior fatia da população vai utilizar este bem de consumo). A maioria dos bens de consumo de elevado "teor energético" sofrem deste efeito.

    Vários estudos relativamente recentes (ver por exemplo análises de fluxos e materiais do Wuppertal Institute ou do IFF de Vienna) têm vindo a provar empiricamente este fenómeno. Mesmo nas economias mais verdes (como as escandinavas, aliás também dependentes do nuclear), não há um desacoplamento absoluto entre o crescimento económico e o aumento dos fluxos de materiais e energia. O que há é algum (pouco) desacoplamento relativo (quantidade de materiais e energia por unidade de PIB produzida), mas esse valor nada diz relativamente à sustentabilidade de todo o sistema (ao mundo real tanto faz se a economia cresce mais ou menos, o que interessa são os recursos que fluem).

    (ii) Produção de bens com maior longevidade temporal;
    Isso é de facto importante, mas, como já referiste, não agrada ao capitalismo, que precisa de uma produção constante.

    (iii) Re-aproveitamento do que é considerado lixo.
    O reaproveitamento, a maioria das vezes através da reciclagem (a reutilização raramente gera um valor com interesse para o crescimento do PIB), também envolve utilização de energia e materiais. Do ponto de vista económico é quase sempre um absurdo. Em vez de estarmos a tornar eficientes a utilização dos nossos bens (por exemplo aumentando a sua longevidade), estamos a produzir todo o tipo de bens de consumo supérfluos, inúteis, frágeis e rapidamente perecíveis com vista a depois sustentar qualquer negócio de reciclagem - que vai usar mais materiais, combustíveis, etc., para produzir novos bens de consumo supérfluos, inúteis, frágeis e rapidamente perecíveis. Um ciclo vicioso, mas sobretudo perigoso.

    Finalmente, sobre a finitude dos recursos, é bom que não se aplique esse termo tão taxativamente. O que importa aqui não é se o petróleo vai acabar ou não, se o carvão tem grandes reservas, ou se o urânio é suficiente para produzir energia nuclear para todo o mundo (urânio esse que também não é renovável, antes pelo contrário tem escassas reservas cuja exploração tem impactes ambientais e sociais gravíssimos - só assim de repente encontrei este link). O que importa é a construção de escassez do recurso, feita pelas várias sociedades, em vista do seu nível de consumo, do tipo de acesso criado ou do sentimento de justiça em relação a esse acesso. Isso determina se há a criação de problemas sociais ou não. O petróleo, o carvão e o urânio nunca vão acabar. Vão simplesmente tornar-se demasiado caros, permitindo apenas ser usados por uma minoria.

    Já agora, também não te importa o que acontece aos resíduos radioactivos, desde a sua deposição (que ninguém quer ter por perto, como é óbvio), até ao seu reprocessamento ou aproveitamento para armamento nuclear? Ou também não importa estar a contribuir para a proliferação nuclear? E quanto à segurança das centrais, os media pouco ou nada falam sobre as falhas dos reactores actuais. Contudo, são às dezenas por ano, só na Europa. Vê a wikipedia, por exemplo. Ainda na semana passada houve uma fuga radioactiva numa central em França. Tu queres viver ao pé de uma? Eu não, assim como não quero obrigar ninguém a ter que viver para que eu possa disfrutar de um estilo de vida que outros nunca poderão ter.

    "é que ataca a forma como o capitalismo entrou em força pelo discurso ecológico, transformando-o a seu belprazer, contaminando-o e desvirtuando-o."

    - Desvirtuou-o como? Desvirtuar é tirar a virtude, qual era a virtude do discurso ecológico que o capitalismo tirou e como é o que o fez?
    - Qual foi a contaminação do discurso ecológico? Foi contaminado pelo capitalismo? Como distingo essa hipótese da hipótese "foi contaminado com sabedoria"?

    A justificação é longa, pelo que proponho a leitura do artigo que escrevi para a Revista Shift (http://www.zionedicoes.org) de Julho de 2009, intitulado "As lutas ecológicas no fim da história". A partir dessa base poderemos discutir melhor, se houver interesse.

    Passando aos excertos considerados idiotas.
    "tontaria eco-capitalista – que de fundamento científico só tira o que convém e de moral e de ética não tira nada."

    - Nem um único argumento.
    - O que é isso de moral e ética? É o que te apetece? E ir vandalizar montras de lojas e ameaçar de morte e boicotar pessoas de se reunirem é o quê? É moral e ético?

    A moral e ética está relacionada com a definição de propriedade privada sobre um bem comum, que é o ar. Tem a ver com a sua colocação numa lógica de mercado, dentro de um sistema que já provou ter falhas e conduzir a injustiças, facto aceite até mesmo pela generalidade dos que acreditam que se trata do melhor sistema. A expansão esse sistema para fronteiras como a da atmosfera (ou das sementes, com os transgénicos, para dar outro exemplo), é colocar em risco o direito de tod@s a uma utilização dessa atmosfera para as suas necessidades de vivência. É abrir espaço para a desigualdade e para a manutenção do status quo dos países poluidores. É perpetuar e alargar o colonialismo europeu e norte-americano ao direito à produção industrial e à mobilidade insustentável.

    Quando aos exemplos dados, não conheço nenhumas ameaças de morte para Copenhaga, nem considero o vandalismo de montras de lojas como um acto inteligente de desobediência, embora nalguns casos (como em Seattle) tenha surtido um efeito positivo para o despertar para alguns problemas importantes.

    "a grande mobilização activista e desobediente para Copenhaga"

    - gostava que alguém me explicasse se isto contribui positivamente para o que quer que seja que não somente para agudizar tensões irracionais de parte a parte?
    Contribui de muitas formas. Em primeiro, abre o espaço de debate, que neste momento está fechado nos burocratas (pseudo-)eco-capitalistas, que fazem os seus jogos de bastidores para encontrarem acordos que permitam estabelecer um marco nas negociações internacionais.

    Que não se pense que a União Europeia tem as "melhores" posições por ser ecologista ou preocupada com o que vai acontecer nos países do Sul. Há uma série de preocupações e, na minha opinião, essa é apenas secundária no seio das elites burocratas. No topo estão coisas como a possibilidade de liderar pela primeira vez um processo internacional com sucesso (vs EUA, que dominam hegemonicamente as relações internacionais); a possibilidade de explorar e potenciar sectores da indústria (automóvel por exemplo), que está mais avançado na Europa do que nos EUA em termos de inovação tecnológica para a eficiência energética; ou o medo (pânico até) das vagas de refugiados climáticos que vão "invadir" o território europeu.

    Boicotar, ou bloquear a cimeira, é obviamente um direito que assiste a uma massa de cidadãos (para responder a parte da pergunta anterior). Esse direito não teria cabimento se essa cimeira dissesse respeito apenas às pessoas que a integram. Contudo, não é o caso. Quem está dentro da cimeira decide o rumo da Humanidade e do planeta (tomando como ponto assente o relativo consenso científico sobre a matéria). Então, se não concordar com a forma como esse processo de tomada de decisão se processa, não tenho o direito de tentar mudá-lo, impedindo-o em primeiro lugar. Claro, pode sempre vir o discurso de, há outras maneiras de influir no processo. Mas não há, ou se influem, apenas o fazem de forma muito ligeira, porque os grandes interesses movem-se para além da capacidade que os cidadãos e cidadãs, em particular os sem voz (do Sul global, por exemplo, onde muitos nem sequer elegeram os governos que os representam na cimeira).

    Mas também dos que participam nas cimeiras - eu já fui um deles, nas duas partes da COP6 em Haia e Bona. A influência nos processos é nula, a maioria das decisões chave são tomadas em reuniões pouco transparentes, mesmo para quem está acreditado pelas Nações Unidas para participar! Em Haia e Bona, onde se consolidou Quioto, a maioria das decisões finais foram feitas de madrugada, em reuniões à porta fechada, muitas delas bilaterais, sem qualquer observador. Isto é democrático? É legítimo para decisões que nos afectam a tod@s? Eu acho que não. Isso sim, agudiza tensões, porque exclui. Boicotar uma cimeira não agudiza tensões, estimula o debate.

    "cidadãos, intelectuais, camponeses e todos aqueles que trabalham nas alternativas a um sistema inerentemente injusto"

    - pensava que cidadãos eram "intelectuais" e também "camponeses". Mas quem sou eu para desconstruir um discurso anacrónico e claramente de castas. Castas mas castas que se dão bem, claro, uma relação infinitamente justa, a infinita justiça dos intelectuais sobre os camponeses, claro.

    Claro que cidadãos e cidadãs são todos. Aqui não se trata de classificar como castas, mas sim de descrever quem pensa do ponto de vista teórico (intelectuais), quem vive na prática (camponeses). Podia incluir muito mais, a lista seria sempre incompleta e vista como aplicação de castas anacrónicas. Contudo, não só não é anacrónico falar de camponeses, povos dos ecosssistemas (Ramachandra Guha), ou smallholders/householders (Robert Netting), como é importante, pois tratam-se de um "conjunto" social que é, desde os séculos XVIII ou XIX, altamente pressionada pelo sistema capitalista, em particular pela transição industrial (ler, a propósito, o famoso Karl Polanyi, the Great Transformation).

    Claro que é mais fácil tirar frases do contexto e aplicar-lhe clichés contemporâneos para as classificar como idiotas, do que ler o que está por detrás de todas essas classificações.

    - eu também trabalho na alternativa a um sistema que considero injusto, mas tenho visto que estes "maluquinhos inconsequentes" deitam tudo a perder com as estupidezes que gritam, com as acções que desencadeiam, e com a sustentação do que dizem em vacuidades.
    Claro. Os mesmos "maluquinhos inconsequentes" gritavam há 40 anos atrás que os pesticidas estavam a provocar uma perda enorme de biodiversidade e efeitos até na saúde humana; que o enxofre que saía da queima de carvão prejudicava a saúde humana (e por isso algumas chaminés até foram alvejadas a canhão...); há 30 anos atrás eram os maluquinhos que diziam que o sol ía queimar-nos por causa de gases completamente inócuos como os CFCs (e afinal podíamos usar chapéus de sol, não é verdade?); há 20 anos atrás arrancavam eucaliptos, contra todas as virtudes dessa árvore magnífica, o "ouro verde" português.

    São sempre maluquinhos, desencadeiam sempre acções tolas e contraproducentes. E contudo, na prática (pode ler história), o discurso ecológico e o debate avançam mais com estas acções do que com

    Mas ainda bem que trabalhas numa alternativa a um sistema injusto. Espero que não seja a "alternativa" nuclear, porque essa é a que arruína completamente a possibilidade de termos um sistema de produção energética renovável, descentralizado e, consequentemente democrático (baseado na microgeração, como defendi num artigo para o Monde Diplomatique de Abril de 2007, se não me equivoco).

    - As pessoas gostam de ser informadas e não de serem ameaçadas de morte pelo mal do pecado delas de serem "capitalistas" (o que quer que isto seja).
    Mais uma vez não sei de onde vêm as ameaças de morte. Contudo, ameaçados de morte todos estamos, ou porque o elixir da eterna juventude ainda não foi inventado, ou porque o céu vai cair sobre as nossas cabeças. Talvez até mais cedo do que os gauleses imaginavam, tão somente porque decidimos construir um sistema que só vale quando cresce até ao infinito...

    Boa sorte na vida (e agradeço que me deseje a mim também, porque talvez a sorte seja semelhante, embora as oportunidades sejam distintas).

  • Sair do processo de Quioto-Copenhaga   8 years 44 weeks ago

    Meu amigo ou amiga....chegados a este ponto ainda é possível acreditar num qualquer milagre tecnológico que nos salve do que está à vista....de que o capitalismo é o problema e não pode fazer parte da solução?

  • Exército disponível para intervir na segurança interna...E NÓS ESTAMOS DISPONÍVEIS PARA QUÊ?   8 years 44 weeks ago

    Sim e temos de lutar para que as pessoas “acordem” através de uma prática de denúncia constante, de partilha com os outros que não estão tão despertos como nós. Tudo leva o seu tempo…o que dizes não é nada de novo….é o mesmo tipo de discurso do deles, dessa esquerda enquistada no seu reduto/sonho de um amanhã que canta…é HOJE E AGORA…então temos de ter um DISCURSO NOVO sem juízos de valor…
    Emília Cerqueira

  • Exército disponível para intervir na segurança interna...E NÓS ESTAMOS DISPONÍVEIS PARA QUÊ?   8 years 44 weeks ago

    Exército disponível para intervir na segurança interna...
    Enviado por MANUEL BAPTISTA (não verificado) em Ter, 08/12/2009 - 10:33
    A minha leitura do artigo e dos farrapos de discurso seleccionados (não esquecer isto) pelo jornalista do DN, é substancialmente outra.

    Não nos podemos basear numa análise convencional de que as forças armadas estão apenas vocacionadas para tarefas relacionadas com o «inimigo» ou seja no exterior!!!
    E caso venham a ocorrer acções de guerrilha dentro do território nacional? Têm dúvidas de quem irá perseguir, reprimir, matar, torturar? Com certeza ambos (exército e polícias)!!!

    No caso da polícia, o chefe dos sindicalistas policiais, por mais «esquerda» que seja, não se sente incomodado que a polícia atire a matar contra jovens (supostos) autores de furto. Não se incomoda que as forças de intervenção especiais armem uma cilada no dia 25 de Abril de 2007 a uma meia centena de manifestantes libertários, os encurrale na rua do Carmo e faça um «brilharete», carregando selvaticamente contra manifestantes totalmente desarmados!

    Quanto às forças ditas «progressistas»…
    Elas não se incomodam muito; se não lhes erodir a base de apoio eleitoral, motivo final de todas as suas movimentações, não se importam, não é nada com elas… Quanto muito atiram uma bocas contra o poder instalado. Nem isso sequer, no caso vertente, calaram-se muito bem calados, eles fariam igual ou pior que o poder PS.
    Não, o militarismo não se virá a instalar na nossa sociedade, ele já aqui está instalado! E da forma pior, ou seja, sem que se tenha consciência disso!
    A questão não é portanto dum défice de segurança do Estado contra subversivos; a questão é da segurança de cidadãos contra o uso abusivo permanente da força armada (quer seja polícia ou exército, é a mesma coisa, substancialmente!). O problema é que num estado dito «democrático» ocorre uma impunidade sistemática de muitos casos de abuso, que nem chegam ao tribunal ou que acabam por umas sentenças bem indulgentes, que nunca beliscam sequer as enormes e óbvias responsabilidades das hierarquias. O problema é de uma esquerda enquistada numa guerrinha de trincheiras pelas benesses do poder dentro e vivendo do Estado. O problema é de uma cidadania adormecida, que quer acreditar nas patranhas que uns e outros lhes vendem constantemente.

  • Never Trust a COP   8 years 44 weeks ago
  • Forças Armadas, Polícia, Cidadania, Liberdades Públicas   8 years 44 weeks ago

    A minha leitura do artigo e dos farrapos de discurso seleccionados (não esquecer isto) pelo jornalista do DN, é substancialmente outra.

    Não nos podemos basear numa análise convencional de que as forças armadas estão apenas vocacionadas para tarefas relacionadas com o «inimigo» ou seja no exterior!!!
    E caso venham a ocorrer acções de guerrilha dentro do território nacional? Têm dúvidas de quem irá perseguir, reprimir, matar, torturar? Com certeza ambos (exército e polícias)!!!

    No caso da polícia, o chefe dos sindicalistas policiais, por mais «esquerda» que seja, não se sente incomodado que a polícia atire a matar contra jovens (supostos) autores de furto. Não se incomoda que as forças de intervenção especiais armem uma cilada no dia 25 de Abril de 2007 a uma meia centena de manifestantes libertários, os encurrale na rua do Carmo e faça um «brilharete», carregando selvaticamente contra manifestantes totalmente desarmados!

    Quanto às forças ditas «progressistas»…
    Elas não se incomodam muito; se não lhes erodir a base de apoio eleitoral, motivo final de todas as suas movimentações, não se importam, não é nada com elas… Quanto muito atiram uma bocas contra o poder instalado. Nem isso sequer, no caso vertente, calaram-se muito bem calados, eles fariam igual ou pior que o poder PS.
    Não, o militarismo não se virá a instalar na nossa sociedade, ele já aqui está instalado! E da forma pior, ou seja, sem que se tenha consciência disso!
    A questão não é portanto dum défice de segurança do Estado contra subversivos; a questão é da segurança de cidadãos contra o uso abusivo permanente da força armada (quer seja polícia ou exército, é a mesma coisa, substancialmente!). O problema é que num estado dito «democrático» ocorre uma impunidade sistemática de muitos casos de abuso, que nem chegam ao tribunal ou que acabam por umas sentenças bem indulgentes, que nunca beliscam sequer as enormes e óbvias responsabilidades das hierarquias. O problema é de uma esquerda enquistada numa guerrinha de trincheiras pelas benesses do poder dentro e vivendo do Estado. O problema é de uma cidadania adormecida, que quer acreditar nas patranhas que uns e outros lhes vendem constantemente.

    Manuel Baptista

  • Sair do processo de Quioto-Copenhaga   8 years 44 weeks ago

    Há vários apelos forçados a relações causa-efeito por demonstrar e com evidentes resquícios de primarismo intelectual.

    Vou começar pelos aspectos do artigo com os quais concordo e me parecem estar bem sustentados em geral (não aqui, mas noutros lados). Primeiro, o evidente problema de sustentabilidade a longo prazo de uma economia baseada no e para o consumo. O problema não está em ser baseada "para o consumo" uma vez que esta é, por definição, o objectivo da economia de qualquer tipo de bens ou serviços que um número suficientemente grande de pessoas valoriza. O problema está em ser baseada "no consumo", isto é, "o consumo" passou a ser a motivação primeira e derradeira para a sobrevivência deste tipo de economia, saciando e criando necessidades de consumo, em simultâneo. Até aqui não haveria qualquer problema se, e apenas se, essa cadeia pudesse ser indefinidamente alimentada. Mas não pode, pelo menos da forma como está a ser feita, isto é, usando os recursos naturais a uma taxa superior ao do seu restabelecimento. Aqui o difícil de determinar é se estamos muito longe ou não do ponto de saturação, e este dependerá crucialmente dos avanços científico-tecnológicos que continuarão a ocorrer. Ou seja, ninguém sabe o quão perto se está desse ponto de saturação.

    Outro questão, inter-relacionada com a primeira, é a do impacto ambiental de determinadas actividades, consequência da insensibilidade ou da ignorância e não, como se gosta de fazer passar, do capitalismo per si.

    Estes impactos ambientais incidem, entre outros, na degradação (i) qualidade do ar, (ii) qualidade das águas, (iii) perda de biodiversidade e (iv) aquecimento global. Todos estão directa ou indirectamente relacionados com o processo de fabrico de bens e o armazenamento do lixo, sendo este último de primordial importância numa economia de consumo desenfreado.

    O ponto (i) e (ii) são evidentes e qualquer pessoa o considera intolerável. O ponto (iii) e o ponto (iv) já não reúnem grande consenso, nomeadamente, em que medida são causados pelo homem. Tanto menos consenso reúnem quanto mais se vende a ideia de que estão ligados a um cataclismo inevitável que é depois aproveitado por alguns para declarar a morte do capitalismo - isto é a forma errada de fazer as coisas.

    Há pelo menos 3 formas de atacar o problema da finitude dos recursos:
    (i) Tecnologia que permita aproveitar melhor os recursos, tal como no caso energético o recurso a energia nuclear;
    (ii) Produção de bens com maior longevidade temporal;
    (iii) Re-aproveitamento do que é considerado lixo.

    Curiosamente, todas estas 3 formas contribuem para a diminuição do impacto ambiental do consumo.

    O ponto (ii) é rejeitado por inércia numa economia baseada "no consumo", uma vez que o modelo actual pressupõe a produção barata de produtos descartáveis. O ponto (iii) quando aplicado por iniciativa dos próprios consumidores poderia colmatar a inércia em relação ao ponto (ii). Daqui se vê que faz todo o sentido a emergência do que se denominou "capitalismo verde", a partir do momento que a qualidade ambiental passou a ter valor real para o consumidor.

    Excertos mal esclarecidos do texto:

    "é que ataca a forma como o capitalismo entrou em força pelo discurso ecológico, transformando-o a seu belprazer, contaminando-o e desvirtuando-o."

    - Desvirtuou-o como? Desvirtuar é tirar a virtude, qual era a virtude do discurso ecológico que o capitalismo tirou e como é o que o fez?
    - Qual foi a contaminação do discurso ecológico? Foi contaminado pelo capitalismo? Como distingo essa hipótese da hipótese "foi contaminado com sabedoria"?

    Excertos idiotas do texto:

    "tontaria eco-capitalista – que de fundamento científico só tira o que convém e de moral e de ética não tira nada."

    - Nem um único argumento.
    - O que é isso de moral e ética? É o que te apetece? E ir vandalizar montras de lojas e ameaçar de morte e boicotar pessoas de se reunirem é o quê? É moral e ético?

    "a grande mobilização activista e desobediente para Copenhaga"

    - gostava que alguém me explicasse se isto contribui positivamente para o que quer que seja que não somente para agudizar tensões irracionais de parte a parte?

    "cidadãos, intelectuais, camponeses e todos aqueles que trabalham nas alternativas a um sistema inerentemente injusto"

    - pensava que cidadãos eram "intelectuais" e também "camponeses". Mas quem sou eu para desconstruir um discurso anacrónico e claramente de castas. Castas mas castas que se dão bem, claro, uma relação infinitamente justa, a infinita justiça dos intelectuais sobre os camponeses, claro.
    - eu também trabalho na alternativa a um sistema que considero injusto, mas tenho visto que estes "maluquinhos inconsequentes" deitam tudo a perder com as estupidezes que gritam, com as acções que desencadeiam, e com a sustentação do que dizem em vacuidades.
    - As pessoas gostam de ser informadas e não de serem ameaçadas de morte pelo mal do pecado delas de serem "capitalistas" (o que quer que isto seja).

  • Professores das AECs não querem ter vidas adiadas   8 years 45 weeks ago
  • A resposta capitalista que estão a preparar para a crise   8 years 45 weeks ago

    O texto com este nome pode também ser encontrado em

    http://www.scribd.com/doc/23725522/A-resposta-capitalista-que-estao-a-pr...

    juntamente com outros sobre o capitalismo e a crise

  • Medida preventiva: 150 anarquistas presos   8 years 45 weeks ago

    Grecia as 21h:
    Ferido: 16 polícias, 4 demonstradores
    NÓS não acreditamos em SUA justiça!
    177 apreensões em Atenas, 88 em Tessalónica.

  • [CONCENTRAÇÃO DE SOLIDARIEDADE] JULGAMENTO DOS DETIDOS NA MANIFESTAÇÃO ANTI-AUTORITÁRIA DE 25 DE ABRIL DE 2007   8 years 45 weeks ago

    Não me parece que ninguem desculpe a policia, agora a verdade é que historicamente nós não somos como esses paises, não há uma tradição de luta e militância, a politica está demasiado partidarizada e para o bem e para o mal em Portugal ainda existe um PC com muita implantação popular, o que não se verifica em muitos desses paises onde se formou um vazio que foi, umas vezes bem outras mal ocupado por pequenos grupos extremamente activos e que recorrem sem problemas à acção directa, coisa que por cá nunca se verifica.
    Sendo assim o que se quer é que cá haja um alargamento do activismo militante e que não sejam apenas os do costume. Há que alargar a base e deixarmo-nos de dogmas para atingir verdadeiramente uma unidade revolucionaria numerosa.
    Acções isoladas e manifs anuais não dão nada no médio e longo prazo.

  • [CONCENTRAÇÃO DE SOLIDARIEDADE] JULGAMENTO DOS DETIDOS NA MANIFESTAÇÃO ANTI-AUTORITÁRIA DE 25 DE ABRIL DE 2007   8 years 45 weeks ago

    Pois é....desculpem a polícia...falem em educar as massas...aqui tem que ser como na Grécia, Alemanha, Espanha, França, México, Chile...temos que nos fazer respeitar em todo o lasdo onde a repressão é forte!
    Sabem o que se prepara em Portugal...neste Sapal da treta? O exército vai ajudar a polícia...oficialmente...para conter as manifestações, sejam elas pedidas de joelhos ou expontâneas! o que aí vem é fascismo puro...não apoiem os antifascistas não....olhem o exemplo da Grécia...os anarquistas têm verdadeira implantação popular...PORQUE O POVO TEM DESEJO DE LIBERDADE!
    Apoie-se verdadeiramente quem está a ser oprimido!

  • Liberdade para Cesare Battisti   8 years 45 weeks ago

    O Berlusconi,não é aquele gajo apelidado por um capanga de pertencer à Camorra?e,que agora é 1º ministro duma democracia e,por acaso, é o mais rico de Itália?Estamos bem.Viva a democracia dos Patricios!

  • [CONCENTRAÇÃO DE SOLIDARIEDADE] JULGAMENTO DOS DETIDOS NA MANIFESTAÇÃO ANTI-AUTORITÁRIA DE 25 DE ABRIL DE 2007   8 years 45 weeks ago

    verdade, não estão na grécia jovens... se continuarem com convocatorias destas e no dia a dia pouco fizerem no sentido da educação e do alargamento popular de militância pouco ganham, é que assim aparecem apenas os de sempre, e mesmo assim....