[Casa da Achada] programação de Novembro

Data: 
Thu, 30/11/2017 (All day)
Local: 
Casa da Achada - Centro Mário Dionísio - Rua da Achada, 11, R/C - Lisboa

CASA DA ACHADA-CENTRO MÁRIO DIONÍSIO
http://www.centromariodionisio.org/

Horário de abertura
Segunda-Feira, Quinta-Feira, Sexta-Feira – das 15h às 20h
Sábado e Domingo – das 11h às 18h

Entrada gratuita no espaço e em todas as sessões

NOVEMBRO 2017

CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO

O Centro de Documentação, constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas) pode ser consultado mediante marcação prévia. O catálogo completo da biblioteca está acessível através da página da Casa da Achada (http://biblioteca.centromariodionisio.org/).

BIBLIOTECA PÚBLICA COM MEDIATECA

A Biblioteca Pública da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, com mais de 4000 volumes de literatura, arte, filosofia, história, ciência, livros infantis e juvenis, etc. e algumas dezenas de publicações periódicas, pode ser frequentada durante as horas de abertura da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio.

O serviço de empréstimos domiciliários está a funcionar. O catálogo está acessível na internet através da nossa página. Inclui o empréstimo de vídeos que fazem parte da mediateca e que também podem ser visionados na Casa da Achada.

Horário:
Segunda-Feira, Quinta-Feira, Sexta-Feira – das 15h às 20h
Sábado e Domingo – das 11h às 18h.

CICLO «EXPOSIÇÕES GERAIS DE ARTES PLÁSTICAS:
QUANDO AS ARTES TOMAM POSIÇÃO»

Foi exactamente há 70 anos que se realizou a 2ª Exposição Geral de Artes Plásticas (EGAP), famosa por ter sido «visitada» pela PIDE que apreendeu 11 quadros (um dos quais de Mário Dionísio) porque considerados «anti-nacionais» e subversivos.

As Exposições Gerais de Artes Plásticas (1946-1956) têm uma importância fulcral (e nem sempre reconhecida) na história da luta contra o fascismo em Portugal. O ciclo quer dar a conhecer este acontecimento e alguns dos protagonistas desta «aventura», o que movia estes artistas portugueses a unir-se num compromisso político e não estético.

Para além disso, é oportunidade para debater arte e política, o compromisso dos artistas, censuras novas e antigas, e perceber de que formas as artes podem tomar posição.

A acompanhar o ciclo, uma exposição, UM GRANDE COMÍCIO SEM PALAVRAS – A PARTIR DA II EXPOSIÇÃO GERAL DE ARTES PLÁSTICAS DE 1947, com alguns dos quadros que foram apreendidos, acompanhados com fotos e documentos existentes no Centro de Documentação do Centro Mário Dionísio, que pode ser vista na Casa da Achada até 16 de Abril de 2018.

EXPOSIÇÃO

● «UM GRANDE COMÍCIO SEM PALAVRAS» – A PARTIR DA II EXPOSIÇÃO GERAL DE ARTES PLÁSTICAS DE 1947
De 30 Setembro de 2017 a 16 de Abril de 2018

Horário da exposição:
Segunda-Feira, Quinta-Feira, Sexta-Feira – das 15h às 20h
Sábado e Domingo – das 11h às 18h

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio inaugura uma nova exposição, 70 anos depois da 2ª Exposição Geral de Artes Plásticas (EGAP), famosa por ter sido «visitada» pela PIDE que apreendeu 11 quadros (um dos quais de Mário Dionísio) porque considerados «anti-nacionais» e subversivos.

As EGAPs têm uma importância fulcral (e nem sempre reconhecida) na história da luta contra o fascismo em Portugal; foram exposições de artistas portugueses unidos num compromisso político e não estético: os participantes nas EGAPs comprometiam-se a não mais colaborar com as exposições organizadas pelo regime.

Esta exposição quer lembrar este acontecimento marcante na história da resistência ao fascismo mostrando alguns dos quadros que foram apreendidos, acompanhados com fotos e documentos existentes no Centro de Documentação do Centro Mário Dionísio.

Visita guiada por Eduarda Dionísio e Eupremio Scarpa: sábado, 11 de Novembro, 11h30.

LEITURAS, PALESTRAS E CONVERSAS

 CICLO A PALETA E O MUNDO V
Uma hora semanal de leitura colectiva de textos de Mário Dionísio relacionados com A PALETA E O MUNDO de Mário Dionísio, com paragens para comentários e projecção de imagens.
Segundas-feiras às 18h30

 ... e autor sejas tu
Contos de Filomena Marona Beja lidos pela própria.
Sexta-feira, 10 de Novembro, às 18h30

 Manuel Filipe e o feio social – A fase negra (1942-1945) nas Exposições Gerais de Artes Plásticas
Conversa com João Archer de Carvalho.
Sábado, 11 de Novembro, às 16h

Entre 1942 e 1945 Manuel Filipe desenhou a controversa série de carvões e desenhos negros, que o próprio designou de «fase negra». Com alguns destes desenhos participou nas primeiras EGAPs, tendo a sua obra ASILO (grupo de raparigas) sido apreendida pela PIDE em 1947, por intervenção directa do recém-empossado Ministro do Interior, Augusto Cancela de Abreu. Aproveitando da apresentação do livro MANUEL FILIPE E A SUA FASE NEGRA (1942-1945) NO CONTEXTO DO NEO-REALISMO PICTÓRICO, João Archer de Carvalho vai falar-nos deste artista peculiar da arte portuguesa do séc. XX, figura pioneira nos caminhos plásticos do neo-realismo, que foi amigo de Mário Dionísio e sobre o qual este escreveu.

 Os amigos desconhecidos: Castelao
Conversa com Sara Figueiredo Costa e outros sobre o escritor e desenhador galego Alfonso Daniel Manuel Rodríguez Castelao e leituras a várias vozes.
Sábado, 18 de Novembro, às 16h

«Os amigos desconhecidos», título de um poema de Mário Dionísio, é uma rubrica em que falamos dos amigos que Mário Dionísio nunca conheceu, mas que têm aspectos em comum com a sua vida e obra.

OS AMIGOS DESCONHECIDOS

Quando ouvi onde ouvi este rosto vulgar e fatigado
estes olhos brilhantes lá no fundo
e este ar abandonado e inconformado
que aproxima?

Quando ouvi esta voz
que se eleva em surdina em meu ouvido e diz
frases tão conhecidas?

Quando foi que senti
estes dedos amigos nos meus dedos
este aperto de mão
tão comovidamente prolongado?

Não somos nós dois estranhos que se cruzam
com o mesmo passado
e com a mesma féria?

Ah dois amigos velhos que se encontram
pela primeira vez.

 O fotógrafo tem ponto de vista?
Conversa com José Soudo e Renato Roque.
Sábado, 25 de Novembro, às 16h

Partimos da fotografia nas Exposições Gerais de Artes Plásticas (1946-1956) para pensar também quando e como é que a fotografia e os fotógrafos podem intervir, no mundo de ontem e no mundo de hoje.

 Escrito com cal e com luz - ensaio fotográfico sobre a poética de Carlos de Oliveira, de Renato Roque
Apresentação do novo livro de Renato Roque e conversa com o autor.
Sábado, 25 de Novembro, às 18h

CICLO DE CINEMA: QUANDO O CINEMA INTERVÉM
Às segundas-feiras às 21h30
Os filmes são legendados em português e apresentados por um convidado

A par do ciclo «Exposições Gerais de Artes Plásticas: quando as artes tomam posição», a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio propõe um ciclo de cinema com diversos filmes realizados com a intenção de intervir nas questões sociais e políticas do seu tempo. Sabemos que o cinema intervém de formas muito diferentes e continua a ser «uma arma» para a denúncia da injustiça e da desigualdade, o testemunho de condições sociais, a tomada de posições políticas perante assuntos da actualidade, como a guerra, a exploração no trabalho, as discriminações, etc. Mas a intenção não basta: o cinema teve e tem de procurar as formas adequadas para essas tomadas de posição. Realizadores diversos encontraram maneiras diferentes de o fazer, por vezes juntando-se em colectivos de artistas para fazer filmes que despertam solidariedades e, à sua maneira, lutam.

MISÈRE AU BORINAGE (1933)
de Joris Ivens, Henri Storck
DECRESCENTE (2016)
de Saguenail
Segunda-feira, 6 de Novembro, 21h30

A MINHA BELA LAVANDARIA (1985)
de Stephen Frears
Segunda-feira, 13 de Novembro, 21h30

NÃO DÊS BRONCA (1989)
de Spike Lee
Segunda-feira, 20 de Novembro, 21h30

LA 6ÈME FACE DU PENGAGON (1968)
de Chris Marker, François Reinchenbach
PORTUGALITO (2016)
de Regina Guimarães
BALADA DE UM BATRÁQUIO (2016)
de Leonor Teles
EINLEITUNG ZU ARNOLD SCHOENBERGS BEGLEITMUSIK ZU EINER LICHTSPIELSCENE (1973)
de Jean-Marie Straub
SARAJEVO FILM FESTIVAL (1993)
de Johan van der Keuken
Segunda-feira, 27 de Novembro, 21h30

OFICINAS

Vamos fazer a revista do ano
Colagens, notícias, cartoons sobre 2017. Para todos a partir dos 6 anos.
Domingos 5, 12, 19 e 26 de Novembro, das 15h30 às 17h30