Até tenho amigxs que são - Ciclo de Conversas - Sessão 2: HIV+

Data: 
Thu, 14/12/2017 - 19:00
Local: 
Zona Franca dos Anjos - Rua de Moçambique, 42 - Lisboa

Sessão 2 - HIV+, discriminação e invisibilidade na actualidade

"Se há aspeto comum às dezenas de milhares de pessoas seropositivas em Portugal, é o silêncio, a ocultação, o estigma. Da desassociação necessária entre esta epidemia e a homossexualidade, a comunidade gay passou diretamente à negação das suas crescentes e elevadas taxas de novas infeções entre homens que têm sexo com homens, em particular jovens, e do elevado número de homens seropositivos entre nós. A dita "comunidade" gay manifesta uma serofobia, radicada em homofobia internalizada, talvez até superior à da sociedade em geral. Num momento em que a evolução médica permite à maioria das pessoas infetadas viver com o vih com relativa normalidade e com carga viral indetetável (ausência de risco de contágio), instrumento que se esperaria emancipatório, assistimos antes ao reforço do silenciamento e da invisibilidade de pessoas que muitas vezes saíram de um armário para serem empurradas para outro pelxs seus/suas próprixs pares. Até quando?" (Sérgio Vitorino)

Continuando a falar dos elefantes na sala, que não ficam mais pequenxs por fingirmos que não as vemos, convidamxs Paolo Gorgoni/Paula Lovely, "activista, feminista, wannabe artista, sandes mista, poetisa, guerreira e cantora", (citando @ própria, que não está identificada por ter tido a sua conta de face bloqueada) e Sérgio Vitorino, activista político dx grupo Panteras Rosa, "um movimento colectivo e sem hierarquias, que aposta numa democracia radical e na acção directa contra as discriminações e agressões de que é alvo a comunidade LGBT. As Panteras Rosa denunciam o heterossexismo e o primado do patriarcado e da heterossexualidade como parte de um sistema político que cria diferenciações sexuais e de género binárias para determinar desigualdades sociais e opressões de todo o tipo, desde o racismo ao machismo, à opressão de classe." (citando xs própri@s)

O evento começa com uma leitua dx Paolo e é acompanhada de janta buffet livre de contribuição igualmente livre, de acordo com xs consciências, possibilidades e capacidades de cada uma. Venham cedo para apanharem comidinha quentinha.

Parte das contribuições da noite serão doadas às Panteras, para continuarem a rugir e a manter as garras afiadas e de rosa lacradas!

Até tenho amigxs que são é:

Ciclo de conversas acerca de identidades divergentes e revolucionárias

Este ciclo tem como objectivo ser uma conversa mensal, tendo como formato a apresentação de textos ou materiais audiovisuais introduzindo a temática da sessão, sempre com a presença de convidadxs especiais com conhecimento e/ou experiências relevantes no tópico do mês.
Convidamos sócixs e amigxs a partilhar histórias, dúvidas, inquietações e etc, sempre atendendo ao facto que existe tolerância 0 para racismo, xenofobia, homofobia, transfobia, misoginia, cisplaining, mansplaining, ableism, machismo e bigotry em geral, visto que o objectivo é pensar tópicos identitários num ambiente seguro para partilhas de pessoas que vivem, muitas vezes, situações sensíveis e que, ao partilhar as suas histórias, se estão a expôr.

Pretende-se aproximar, compreender e lutar contra micro e macro agressões que são perpetuadas num dia a dia de uma sociedade que finge que as questões relacionadas com identidades divergentes estão já ultrapassadas e, portanto, não é necessário que sejam faladas.

Ps:Já agora, somos tdxs diferentes e é isso é que é lindo!
Pps: Se já a comunicar e a escutar tanto nos desentendemos e sem falar dos elefantes na sala el@s não desaparecem, escutar e partilhar também é revolucionar!

E de cada vez que alguém diz, “Até tenho amig@s que são”, um unicórnio bebé morre de frustração!

evento: https://www.facebook.com/events/150211955624476/