Homenagem a João Varela Gomes

Data: 
Tue, 24/04/2018 - 19:00
Local: 
Aja Lisboa - Rua de São Bento, 170 - Lisboa

Através de três testemunhos teremos a oportunidade de conhecer e homenagear João Varela Gomes (1924 -2018), um homem que teve um papel impar na nossa história contemporânea, mas que foi injustamente votado ao esquecimento. Envolveu-se ativamente na candidatura de Humberto Delgado (1958), esteve ligado à conspiração da Sé (1959). Em 1961, apresentou uma candidatura à Assembleia Nacional. Ainda em 1961-62 participou no golpe de Beja, onde é gravemente ferido quando foi tentar convencer um oficial do regime a render-se. Foi julgado e condenado em Tribunal Plenário, esteve preso durante seis anos e foi expulso do Exército. Depois de sair da cadeia continuou o seu combate contra o antigo regime, na CDE. Após o 25 de Abril foi reintegrado com o posto de coronel e foi colocado na Comissão de Extinção da PIDE, e também esteve à frente da Quinta Divisão. Tem um papel destacado na reação do MFA ao golpe de direita do 11 de Setembro. Dirige as campanhas de dinamização popular, envolvendo-se ativamente no PREC. Em 1975 viu-se obrigado ao exílio em Angola e Moçambique.

António Louçã, historiador, dá uma visão de um ser humano singular, um resistente e defensor dos ideais de liberdade, mostrando ainda a relação entre a revolta de Beja, no último dia de 1961 e a revolução dos cravos consumada doze anos depois, no livro sobre a biografia de Varela Gomes.

António Carmo Vicente, sargento paraquedista, foi um dos comandantes da ocupação do GDACI, em Monsanto, no 25 de Novembro de 1975.

Raul Zagalo, com a sua afirmação de que Varela Gomes deveria ser considerado o primeiro capitão de Abril -autor portanto do título desta sessão- foi um dos seus companheiros no assalto ao quartel de Beja, a frustrada tentativa da madrugada de 1 de Janeiro de 1962 para derrubar a ditadura.

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