Encontros sobre o decrescimento

Data: 
Fri, 14/09/2018 - 18:00
Local: 
Gaia (Lisboa) - Rua da Regueira 40, Alfama

ENCONTROS SOBRE O DECRESCIMENTO - LISBOA - 14 e 15 de Setembro

14 Set - Gaia (Rua da Regueira 40, Alfama): 18-20h, seguido de jantar popular
https://gaia.org.pt/contactos/

15 Set - ISCTE (Audit. Caiano Pereira, Edifício 1): 17-19h
https://www.iscte-iul.pt/campus

Continuar a tecer a rede

Depois de um período de pausa estival, retomamos o caminho que tínhamos iniciado no Porto, no passado dia 7 de Julho. Aí, em dois encontros muito concorridos e participados, estivemos com os nossos amigos da Rede Galega do Decrescimento, que vieram não só apresentar o Congresso Galego mas também debater connosco o decrescimento.

Vamos estar agora em Lisboa, onde as duas sessões previstas – em lugares e contextos diferentes – serão animadas pelo Álvaro Fonseca (Rede pelo decrescimento, Lisboa) e pelo Jorge Leandro Rosa (Rede pelo decrescimento, Porto). Nessas ocasiões, teremos também a participação de António Pedro Dores (Professor do ISCTE), e de Lanka Horstink (Espaço Gaia). E – o que é o mais importante – teremos a vossa presença, as vossas intervenções e testemunhos.

O programa dos dias 14 e 15, organizado pelo Álvaro Fonseca, apresenta-se particularmente favorável ao nosso debate em torno da proposta decrescentista que trazemos à sociedade portuguesa: os dois espaços envolvidos «representam», não sendo as únicas, duas vertentes muito importantes das esferas sociais que contribuem para clarificar o projeto, erguer uma intervenção pública e pôr em prática o decrescimento, os três passos essenciais com que devemos dar início a esta caminhada. As sessões oferecem também uma oportunidade para continuarmos a divulgar o “I Congreso Galego de Decrecemento”, que terá lugar em Ferrol nos dias 6 e 7 de Outubro.

Clarificar significa acolher as interrogações de todos os que vêm ter connosco; significa precisar o sentido daquilo que pensamos e dizemos, começando obviamente por esta necessidade – que é também uma escolha – de uma sociedade capaz de decrescer ao mesmo tempo que se enriquece nos planos social, cultural e político. A escolha do ISCTE corresponde ao desafio que trazemos a um meio académico que, embora dedicado à investigação da sociedade e da sua auto-reflexividade, raramente integra estas perspetivas no seu trabalho.

Erguer uma intervenção pública significa tomar consciência da tarefa mais difícil que certamente enfrentamos numa sociedade capturada por ilusões e processos desastrosos: pôr a sociedade portuguesa a debater e a considerar o decrescimento como uma alternativa de sensatez radical, ética e socialmente realizável, ao actual processo civilizacional. Esta dimensão é, de modos diferentes, abraçada quer pelo activismo social e ecológico do Gaia, quer pelo ISCTE, um espaço universitário aberto aos grandes dilemas do nosso tempo.

Pôr em pratica o decrescimento não é o passo mais difícil que nos espera. E não o é porque decrescer é uma possibilidade disseminada em quase todos os espaços sociais e em todos os gestos que fazemos: decrescer é incrementar a possibilidade de todos sobrevivermos às crises profundas que se avizinham nas nossas sociedades insustentáveis, abraçando modos de vida mais simples, frugais e conviviais. Mas é certamente o passo em que teremos de persistir, o passo que prosseguiremos todos, de maneiras muito diversas, em direção à reinvenção do futuro.

Esperamos por todos nos dias 14 e 15. Divulguem nos vossos círculos e junto dos familiares e amigos. Vamos começar a ter a mais urgente das conversas.

(projecto da) Rede pelo decrescimento

https://www.facebook.com/events/256874924959338/