[Lisboa - 16/04] Concentração Solidária #NuitDebout

sábado 16/04 – 18h – Rossio - Lx

Nuit Debout? O que é isso?
No dia 9 de Março uma greve geral contra a nova lei do trabalho paralisou França. A partir daí, aconteceram várias mobilizações por todo o lado (Paris, Rennes, Nantes, Toulouse, etc): manifestações, greves, bloqueios, ocupações de escolas, faculdades, teatros. A 31 de Março, ao fim de um dia de greve e manifestações, as pessoas decidiram que não regressariam a casa. Foi a primeira Nuit Debout (“noite de pé”, numa tradução possível), em que as praças, ao invés do habitual vazio nocturno, se encheram de pessoas e assembleias. Apesar da violenta repressão da polícia, com despejos e cargas com gás lacrimogéneo, numa França que está em «estado de emergência» desde os atentados em Paris, as “Nuits Debout” e as assembleias continuam nas praças. As pessoas resistem e estão a descobrir que, mais do que se limitarem à discussão da nova lei do trabalho, pretendem pôr em causa todo o mundo que ela significa.

Noite de pé no Rossio
No próximo sábado, 16 de Abril, juntamo-nos no Rossio (Lisboa) às 18h em solidariedade com todos aqueles que, em regime de proibição e repressão violenta das suas manifestações e assembleias se recusam a desistir. Também aqui temos muito a discutir sobre o trabalho, sobre uma economia que nos esmaga as vidas, sobre as liberdades que nos roubam em nome da segurança, sobre outras formas de pensar, decidir e construir coisas comuns. Somos trabalhadores, estudantes, migrantes, desempregados, precários, refugiados, manifestantes. Passamos a noite de pé porque o capitalismo nos dá insónias. E pretendemos ser o pesadelo dos que têm andado a dormir demasiado descansados.

https://www.facebook.com/events/1009359972477953/

[Lisboa - 16/04] Concentração Solidária #NuitDebout

Comentários

Décimas ao Tigre de

Décimas ao Tigre de Papel

Pobre Tigre de Papel
Vais no ar a esvoaçar
Chuva e vento em tropel
Logo te fazem parar.
(Mote)

1.
Não és bicho, não és gente
Na China dizia o Mao,
E mais do que isto é um pau,
Não há como ser diferente.
Basta que chova ou vente
Pareces um carrossel,
Porque tu sem um cordel
Sem gente que te levante,
Vais abaixo num instante
Pobre Tigre de Papel.

2.
Seja o imperialismo
Ou seja o arrogante,
Devagar ou num instante,
Irá cair num abismo
Como caiu o fascismo.
E não há que duvidar
Que o tempo vai confirmar.
Lembra-te disto portanto:
Só na festa, és encanto,
Vais no ar a esvoaçar.

3.
A força está na razão,
Na História e no Povo.
Que eu cá não me comovo,
Nem te tenho admiração.
O teu lugar é no chão
Decorou-te um pincel,
És um monte de papel.
Não te ponhas a inchar
Olha que está a chegar
Chuva e vento em tropel.

4.
A História tem motor
Que trabalha devagar.
Só é preciso esperar,
Tigrezinho rosnador,
Que nunca um agressor
Deixou falta por pagar
Não te vais aguentar.
Será fábula da China,
Mas não escapas à ruína
Logo te fazem parar.

António Pereira
antoniopereira [em] gmx [dot] com

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