[25 e 26 de Novembro] Contra a Violência Doméstica e de Género

Manifestações em Braga, Coimbra, Covilhã, Lisboa e Porto para homenagear as vítimas de violência doméstica e de género, quebrar o silêncio sobre todas as formas de violência, e exigir mais justiça e igualdade. Um grito de solidariedade e de sororidade com todas aquelas mulheres que estão a construir, desde o passado até ao presente, formas de resistência e alternativas sociais a este sistema.

25 Novembro - 18h - Braga - Ação Feminista Braga::Eliminação da Violência Contra as Mulheres

25 Novembro - 15h - Coimbra - Marcha pelo Fim das Violências Machistas (Facebook)

25 Novembro - 11h - Covilhã - Marcha Contra a Violência

25 Novembro - 18h - Lisboa - Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres 2016 (Facebook)

26 Novembro - 15h - Porto - 6ª Marcha Contra a Violência Doméstica e de Género (Facebook)

No dia 25 de novembro de 1960, as três irmãs Mirabal foram brutalmente assassinadas na República Dominicana, pela ditadura fascista de Rafael Leónidas Trujillo, por serem mulheres e revolucionárias.

Durante o encontro feminista Latino Americano e das Caraíbas, realizado em Bogotá (Colômbia) em 1981, um grupo de mulheres propôs o 25 de novembro como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Este dia de luta e reivindicação seria posteriormente institucionalizado pela Assembleia Geral da ONU em 1999.

Os femicídios de 1960, que estão na origem do 25 de Novembro, são, em pleno século XXI, um alerta para todas nós, mulheres, de todas as idades e classes sociais, trans, negras, lésbicas, queer, migrantes, indígenas, trabalhadoras do sexo, com diversidade funcional, entre muitas outras: a crueldade das guerras, fascismos, ditaduras, de ontem e de hoje, violentam os nossos corpos. Já não são somente os ditadores como Trujillo e Salazar, são também os Erdogan, Pena Nieto, Assad, Trump, Mauricio Macri, Monsanto, Temer, Putin. A história repete-se, e SEMPRE acaba em tragédia. Já há muito que defendemos que se a nossa liberdade e as nossas diferenças forem respeitadas, viveremos numa sociedade que garante,efetivamente, a dignidade e bem-estar de todas as pessoas. São, ainda hoje, os nossos corpos e vidas que são dominados pela violência deste sistema que destrói a vida em nome de interesses económicos e de ganâncias de poder. Acreditamos que o patriarcado é a base deste sistema: um sistema de domínio que está enraizado nas práticas quotidianas, desde a educação nas escolas, às relações afetivas, às decisões políticas, tanto a nível nacional como global, e que atentam contra a nossa autonomia e auto-determinação, contra as diferenças que cada pessoa e cada povo expressam.

Em Portugal, inúmeras mulheres, de todos os grupos já enunciados, são violentadas e assassinadas quotidianamente, tanto nas ruas, como no próprio lar e, até, na esquadra - um espaço supostamente seguro para a denúncia destas violências.

[25 e 26 de Novembro] Contra a Violência Doméstica e de Género

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