Chamada à Solidariedade

Começou no passado dia 23 de Janeiro(durará cerca de 4 meses) o julgamento de um companheiro e uma companheira acusados de participar num assalto a uma sucursal bancária em Aachen(Alemanha), em Novembro de 2014. Outra companheira holandesa, também processada por roubo a outra sucursal bancária na mesma cidade, está actualmente em liberdade depois de ter sido absolvida da acusação, no entanto aguarda a decisão de um recurso apresentado pela Procuradoria.

Pretendemos desmascarar e assinalar três actores importantes no sequestro dos nossos companheiros:

1. A acusação: Pax Bank e os seus sócios
As sucursais bancárias donde foram levadas a cabo as expropriações pertencem às entidades Pax Bank e Aachener Bank. O Pax Bank é um banco ligado -desde que o fundaram sacerdotes em Colónia na Primeira Guerra Mundial- à Igreja Católica e recentemente vinculado ao mercado de armas. Enquanto predicam humildade, ética e moral, enchem os seus bolsos vendendo armas em guerras pelas quais depois pedem orações. Uma evidência mais da aliança inseparável entre Igreja e Capital.

2. Os cúmplices e servos do Estado: colaboração entre Estados e os seus corpos policiais.
Desde a KriminalPolizei e a Oficina Estatal de Investigação ciminal(LKA) da Alemanha saíram ordens de recompilação de informação para as polícias de outros Estados, os Mossos d'Esquadra(policia catalã) foram quem recompilou dados para a identificação e localização dos nossos companheiros. Para além disso, a Europol emitiu a ordem de busca e captura que finalizou com a extradição dos mesmos para prisões alemãs.

3. Tecnologia de controlo social e repressão: novas (e não tão novas) técnicas.
As provas fundamentais para a acusação são as amostras de ADN recolhidas pelos Mossos d'Esquadra sem o conhecimento dos acusados (as quais foram manipuladas no decorrer da investigação). Outra das provas é o estudo biométrico extraído das imagens gravadas desde as câmaras de segurança dos bancos e das ruas próximas: forma da cabeça, da mandíbula, de andar, etc. Informação extraída de milhares de horas de gravações que são acumuladas dia após dia quando passeamos pelas ruas videovigiladas de forma massiva.

Tudo isto sem deixar de lado o nosso ódio e repulsa às prisões como centros de castigo à dissidência, o nosso ódio aos meios de comunicação como geradores de realidade em cumplicidade com o Poder, personificado em partidos políticos, bancos, imprensa, igreja e outros aliados do Estado e do Capital.

Este é um episódio mais da repressão brutal a que estão submetidos os anarquistas nos últimos anos em Espanha, Itália, Grécia e vários outros pontos do globo.

No começo de mais uma farsa jurídica que pretende castigar pessoas e afinidades que jamais abdicam de lutar contra todos os sistemas de domínio, apelamos a todas as demonstrações de solidariedade durante um julgamento que durará cerca de quatro meses.

(+info: https://solidaritatrebel.noblogs.org)

Chamada à Solidariedade

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