Arquivo Digital Público - Okupação pós-anos 90

- PROCURAMOS MATERIAL SOBRE OKUPAÇÕES DE CASAS EM PORTUGAL (Pós anos 90)
- Fotografias, cartazes, folhetos, fanzines, filmagens, notícias, relatos escritos e orais –

Passaram-se já mais de 20 anos desde a (re)ocorrência das primeiras okupações em Portugal e, por incrível que pareça, não existe ainda um espaço, nem físico nem virtual, que congregue os registos e as memórias desse movimento.

Por isso, PEDIMOS A VOSSA COLABORAÇÃO para reunir todo o material possível para que possamos fazer um arquivo público digital e gratuito.

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O QUE É A OKUPAÇÃO?

Ao expor o problema da habitação, podemos definir Okupar; pelo ato de viver (e/ou usar) num imóvel (abandonado) independentemente do consentimento do seu proprietário. No entanto este significado deve necessariamente ser alargado, pois tem de incluir, para além da criação de soluções para o problema da falta de habitação, também a organização de espaços contra-culturais autogeridos.
A okupação é uma prática muito antiga, com expressões diferentes consoante a época e a necessidade dos intervenientes que a usam. Mas não são apenas as casas que se podem okupar, mas sim todos os meios de que necessitamos para viver e gerar riqueza. Por isso, recordamos os episódios do pós-25 de Abril onde tudo era ocupável, as casas, as terras, as fábricas, as ruas, etc. Neste sentido, a okupação, traduz-se por ser uma ferramenta revolucionária que questiona a lógica do capital e põe em causa a propriedade, relembrando qual o seu papel na sociedade atual. É nesta ideia, de uma transformação social em que inserimos a okupação, pois o desenvolvimento de estruturas assembleárias deve apoiar-se no uso desta ferramenta para crescer e e fortalecer-se, criando novos modelos, alternativos ao atual, assentes na solidariedade, no apoio mútuo, ação direta, na assembleia e na autogestão.

QUAL O OBJETIVO?

Reunir todo o tipo de material - fotografias, cartazes, folhetos, autocolantes, artigos de jornais, revistas e fanzines, vídeos e relatos pessoais das okupações de casas em Portugal desde 1993 - para constituirmos um arquivo público autónomo gratuito e acessível.

Com este arquivo, a história passa a ser escrita por nós, pelos nossos próprios meios e pelos próprios intervenientes, autónoma, longe portanto da análise académica ou de assunções sociológicas e etnográficas. Porque importa-nos dar seguimento ao movimento, agora desta forma virtual, pois continua a fazer sentido a ocupação e a libertação de espaços para fins contra-culturais ou meramente habitacionais.

Posteriormente este servirá de base a um livro que queremos ver editado acerca desta temática abrangendo igualmente toda a sua envolvência social, política e cultural.

Sublinhe-se que o alcance deste projeto depende em grande parte da vossa colaboração.

PORQUÊ AGORA?

Porque proliferam as histórias mal contadas e branqueadas, agora mais que nunca aproveitadas pelos meios de desinformação e académicos que buscam reescrever a história em proveito próprio, elevando-se ao patamar de “especialistas do punk” e da sua contra-cultura. O que buscam é limpar a cena de qualquer ameaça, pretensiosamente conotando-a de ‘fase juvenil’ que uma vez passada não deixa nada de interesse, e mesmo os vestígios que permaneçam, são de utilidade meramente académica ou puramente económica (tal como um Banski numa galeria de arte).
Sentimos que se não formos nós a contar e a registar esta memória ninguém o fará por nós. Tais personagens serão incapazes deste registo porque nunca pertenceram ao meio, nunca participaram, apoiaram ou simplesmente nos conheceram e embora disponham de formas mais amplificados de voz sobre as novas gerações de inconformados, uma vez disponível e público este arquivo qualquer pessoa pode tirar as suas próprias conclusões, sem palas ou formatações académicas ou jornalísticas.

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PROCURAMOS MATERIAL SOBRE OKUPAÇÕES DE CASAS EM PORTUGAL (Pós-anos 90)

Aceitamos todo o tipo de contribuições:
Fotografias, cartazes, folhetos, recortes de imprensa - jornais e revistas -, fanzines, filmagens, relatos escritos e orais, etc. As contribuições podem ser anónimas ou creditadas.

Atenção:
Não queremos ficar com originais, mas sim digitalizar os registos ou conteúdos disponíveis. Caso não tenham possibilidade ou não queiram perder tempo, contactem que nós digitalizamos. No caso de relatos orais, contactem para uma futura entrevista.

Para que não se repita o material:
Façam uma lista do material que tenham e, se possível referenciem, direta ou indiretamente, as okupações e seus intervenientes.

Todo o material deve ser enviado para: arquivo [dot] digitokupa [em] tutanota [dot] com

https://www.facebook.com/arquivo.digtal.okupa/

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Se tiverem sugestões ou ideias com relação à condução desta história, remetam-nas para o mesmo mail.

Este é um projecto voluntário, sem fins lucrativos ou subsídios e, portanto, mantido apenas pelo amor à camisola.

Abraços e beijos
Até breve.

Arquivo Digital Público - Okupação pós-anos 90

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