[6,7,8,9 junho] Fem Fest 2

FEM FEST 2
6, 7, 8 e 9 de junho
Smup Parede - Rua Marquês de Pombal 319 - Lisboa

Programação: Rui Eduardo Paes

As músicas urbanas do nosso tempo não só são dominadas por homens como se tornaram tendencialmente machistas, misóginas e chauvinistas. O FEM FEST volta-se para um outro modo de estar na música, atravessando os mais diversos estilos e tendências, da folk à livre-improvisação e da pop à electrónica noise e ao punk. Se há festivais onde só encontramos bandas masculinas, este, em resposta, é feminino.

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6 de Junho | 21h30 | Sótão
Produção: Cultura no Muro

Performance-concerto: Maria Radich / Maria do Mar “Booking Point”
Quota de entrada: 3€ (sócios 2€)

Maria Radich: voz, movimento; Maria do Mar: violino, movimento
https://www.youtube.com/watch?v=sBebVzBVZPA
Partindo das suas cabeças e de muitos livros, duas Marias encontraram motivo para criarem um concerto cénico, ponto de encontro onde se cruzam música improvisada, duas mulheres e muitos objectos contadores de histórias. O tempo estará presente de diferentes formas. O tempo no espaço. O tempo de cada texto, o tempo de cada desenho, o tempo de cada rascunho. E é aí que todos se encontram, no tempo.

Conversa: “Música no Feminino”
Maria Radich, Maria do Mar e Camila Reis. Moderação de Sara Aires
Entrada livre

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7 de Junho | 21h30 | Salão
Produção: SMUP
Concertos: Lucía Vives; Joana Guerra “Cavalos Vapor”, Pássaro Macaco
Quota de entrada: 7€ (sócios 6€)

Lucía Vives: voz, guitarra
https://vimeo.com/199145906
Baterista nos grupos Vaiapraia e as Rainhas do Baile e Ninaz, esta lisboeta de ascendência espanhola tem marcado o seu nome também no âmbito da canção, com temas de sua própria autoria acompanhados apenas por uma guitarra de caixa. Apenas com 18 anos de idade, é um dos dinamizadores da Xita Records. Como ela gosta de dizer face a cada novo desafio, «acho que vai ser uma festa incrível».

Joana Guerra: violoncelo, voz
https://www.youtube.com/watch?v=Xn5U85tW94c
Uma voz, um violoncelo e uma pedaleira para um repertório, o do muito celebrado álbum “Cavalos Vapor”, em que a linguagem erudita, sabida ao detalhe, se confronta com a musicalidade profunda de Portugal. Pelo meio das canções ressalta um já antigo amor, o que Joana vem dedicando à improvisação, experimentada por exemplo com Bande à Part e com Gil Dionísio.

Pássaro Macaco (Patrícia Guerra): teclados, trompete, bateria electrónica, guitarra, voz)
https://www.youtube.com/watch?v=erQcXE-lkNw&feature=youtu.be
A baterista da banda de funk-punk Panelas Depressão tem no seu projecto a solo como Pássaro Macaco outros fundamentos, não se fixando em qualquer deles. Se lhe encontramos algumas das características do ambientalismo, vêm as ditas com o volume do rock. Quando parece experimental, surge com os beats da música de dança, e quando se aproxima da kosmische musik soa a jazz. Ou seja, adopta muitas cores e é assim que gostamos dela.

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8 de junho | 21h30 | Salão
Produção: SMUP
Concertos: Calcutá; Shelley Barradas / Ana Farinha
Performance-concerto: Aurora Pinho
DJset: Candy Diaz
Quota de entrada: 7€ (sócios 6€)

Calcutá (Teresa Castro): voz, guitarra, harmónio;
Violeta Azevedo: flauta, teclado, voz; Rui Antunes: drum machine
https://www.youtube.com/watch?v=LXf_IpkR38I
Membro dos grupos Mighty Sands e Savage Ohms e colaboradora de cantautores como Filipe Sambado e Luís Severo, a Teresa Castro solista adoptou o nome Calcutá para interpretar as suas próprias canções no âmbito daquilo a que se vai chamando ghost folk. Música nocturna e habitada por fantasmas, eléctrica, psicadélica, quase a banda-sonora de um filme de David Lynch.

Shelley Barradas: guitarra, baixo, voz; Ana Farinha: bateria
https://www.youtube.com/watch?v=4cSoJSiR58E
https://www.youtube.com/watch?v=fyjULTq-Lh0
Foi tal o sucesso deste duo nascido por acidente (o acidente que impediu a baterista das Clementine de actuar) na primeira edição do FEM FEST, juntando a guitarrista daquela banda, Shelley Barradas, a Ana Farinha, dos saudosos Les Batôns Rouges, que a nova fórmula exigiu continuação. Pois aí estão elas de volta, para sabermos como e para mais uma vez nos entusiasmarmos.

Aurora Pinho: voz, electrónica, movimento
https://www.youtube.com/watch?v=gyM5bRCeRl4&t=187s
Com projectos como “Velvet n’ Goldmine”, “Heteroptera” e “Aurora de Areia”, Aurora Pinho vem colocando em prática a ideia de que a «intimidade é uma forma de fazer política», denunciando «as construções normativas e patriarcais que enformam os nossos corpos e as nossas vivências». Fá-lo enquanto artista transdisciplinar, nas suas intervenções juntando música electrónica, canto e dança.

Candy Diaz: gira-discos
Alter-ego em versão DJing de Ana Farinha, antiga integrante das bandas Les Batôn Rouge e Women Non Stop, numa aplicação de todo o seu universo referencial, indo da pop subversiva da década de 1960 até ao actual rock de garagem, com passagem obrigatória pelo punk e pelo pós-punk.

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9 de junho | 21h30 | Salão
Produção: SMUP
Concertos: April Marmara; Callaz; Savage Ohms
DJset: Odete
Quota de entrada: 7€ (sócios 6€)

April Marmara (Beatriz Diniz): voz, guitarra
https://www.youtube.com/watch?v=twJmE6YabFg
«Com um registo vocal cuidado e arrepiante, April Marmara apresenta-nos as suas negras canções de amor. São canções sem espinhas ou gorduras desnecessárias que ora lembram as noites de vendaval vistas pela janela do quarto, ora os passeios ao sabor da brisa nas pálidas manhãs de Outono. Imagens e mais imagens, que Bia Diniz canta sem qualquer pudor» - Luís Severo.

Callaz (Maria Soromenho): voz, teclado
https://www.youtube.com/watch?time_continue=32&v=6SXHdJ4sX4E
Com o seu EP de estreia, “Beer, Dog Shit & Channel nº 5”, lançado em 2017, Callaz (a também artista visual Maria Soromenho) propõe uma música solarenga que não é propriamente de praia, comunicando-nos ansiedades, temores, memórias sombrias e sensações tempestuosas com um toque retro e “lo-fi” que nos reenvia para a pop de outros tempos. A filosofia, essa, é totalmente DIY.

Savage Ohms – Joana Figueiroa: guitarra; Violeta Azevedo: sintetizador; Beatriz Diniz: baixo; Teresa Castro: bateria
https://www.youtube.com/watch?v=tAOu62Thq6o
«Quatro ninfas, quatro ventos / improviso dos tempos / sob nuvens de alabastro / sem vela e sem mastro / à bolina de alentos» - assim se apresenta este quarteto que se dedica a desfiar “dark space drones”. Já houve quem o conotasse com o krautrock, mas também quem apontasse um concerto deste grupo dedicado ao «ímpeto feminino» como «espectáculo estruturado de ruídos obscuros».

Odete (Odete C. Ferreira): leitores de CDs
Actriz e performer também com actividade na música electrónica e como DJ, Odete tem focado as suas criações artísticas na elaboração de uma «história do género» que é também um «activismo poético», tal como aconteceu com o espectáculo “DRLNG”, partilhado com Bruno Cadinha.

evento: https://www.facebook.com/events/306082459925680/

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