Barqueiros retoma luta contra o caulino
Passados 20 anos das manifestações contra a exploração do Caulino, em que duas pessoas morreram em confrontos com a GNR, a população de Barqueiros é novamente confrontada com esta possibilidade. A indústria dos caulinos, produto usado em cerâmica e borracha, constitui um perigo para a região (reserva ecológica e agrícola), na medida em que implica o elevado gasto de recursos hídricos. Os oponentes ao projecto da empresa MIBAL fundamentam as suas posições com base num estudo, encomendado pela Câmara de Barcelos à Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde se admitem "impactos negativos ao nível de acessibilidades e segurança dos 600 alunos da EB 2, 3”, bem como "a destruição de solos agrícolas e de linhas de água e ribeiros, com secagem de nascentes e poços, etc.". Algo que colocaria em causa não só as formas de subsistência da população local, essencialmente baseadas na agricultura familiar, como também o seu estado de saúde. Consideram igualmente que o interesse da MIBAL reside, não na exploração de caulinos, mas sim na extracção de areias. Reivindicando a memória dos que caíram em 26 de Junho de 1989, um grupo de pessoas organizou-se com o objectivo de lutar contra o acordo entre a Junta de Freguesia de Barqueiros e a MIBAL: “Temos memória. Não queremos o centro da nossa terra esventrado e esburacado pelas escavadoras, as estradas invadidas permanentemente por camiões, o barulho de uma exploração a céu aberto, o pó a entrar pelas casas, Escola, Infantário e estabelecimentos comerciais”. Neste momento, existe uma petição on-line, que pode ser assinada aqui.


Comentários
calino
boas tardes a todos.
Apenas mostrar o meu desagrad o com a atuação desses palhaços da ge- ene-err... 3 vezes paneleiros.!
e po caralho com o caulino
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