Indymedia Portugal relançado, 10 anos depois do início do Indymedia global

A rede Indymedia nasceu no calor da revolta de Seattle, como uma dimensão fundamental do movimento global. Um movimento que ultrapassa as tricas separadoras dominantes da acção política tradicional (reformismo/revolução, local/global, violência/não violência) e inventa respostas práticas para lhes esquivar, desde os Fóruns Sociais, como forma organizativa que tenta superar o canibalismo político, até à 'desobediência civil protegida', como original prática de rua.

Seattle foi apenas a primeira face visível e a Organização Mundial de Comércio (OMC) tão só o pretexto para o que, há muito, se vinha a cozinhar, a necessidade de acordar a malta, de ser suficientemente confrontacional para trazer para a arena pública a voz duma oposição global ao sistema capitalista (e não apenas à OMC) que, pelo que se lia nos jornais e se via nas TVs, não existia.

Há dez anos, no dia 30 de Novembro de 1999, centenas de milhares de pessoas em todo o mundo trouxeram para as ruas a sua insatisfação. Em Seattle, mas também no Porto, em Lisboa, em Londres, em Berlim, na Índia ou na Nova Zelândia. Gente que acreditava que era preciso desmascarar o mundo para o qual se caía e se continua a cair. Com acções mais ou menos espectaculares, a resposta à globalização tornava-se definitivamente global. Festas, flyers, cartazes, ocupações, acções de protesto ou sabotagem, manifestações, palestras, debates, tudo serve e tudo serviu para avisar as pessoas e fazer com que solidariedade fosse mais do que uma palavra com sete sílabas, um redondo vocábulo.

O CMI Portugal é, como todos os centros de media independentes, um centro de informação livre e independente, que cumpre os requisitos para fazer parte da rede IMC e concorda com os princípios de filiação à rede. Funciona para que as pessoas possam tornar-se elas mesmas meios de informação livres e independentes.

Como tal, pretendemos realizar uma acção directa informativa, deixando de confiar aos meios de comunicação corporativos a tarefa de intermediar em exclusivo os acontecimentos e a sua interpretação. Convertemo-nos assim em fonte geradora de um discurso livre da manipulação de governos e corporações, e assumimos o nosso papel como artífices e zeladores dos canais que nos permitem transmitir e difundir uma outra visão da realidade.

O CMI Portugal pretende, assim, pôr em prática todos os mecanismos da imaginação que nos permitam, em conjunto, criar, aqui e agora, fragmentos de um mundo melhor. O desafio é, portanto, grande. Mas acreditamos que um colectivo de pessoas empenhadas em construir algo em conjunto conseguirá fazê-lo, enquanto esse empenho se mantiver, ultrapassando as várias barreiras que forem surgindo. Pretende-se, portanto, com este texto, não apenas a apresentação de uma nova forma de mostrar o que nos move, mas, acima de tudo, lançar um apelo para todos os que, como nós, acreditam que a realização voluntária, colectiva e horizontal de um meio de informação é, ao mesmo tempo, uma machadada nos paradigmas actuais e uma experiência de trabalho num mundo já transformado. Um apelo para que se juntem a esse mundo, para que se povoe de gente e, portanto, de novas possibilidades de ser melhor.

Reactivamos assim o CMI Portugal, para que tenhamos nós também uma voz alternativa aos grandes meios de comunicação deste país.

Estás preparado para escrever a tua notícia?

Ajuda-nos a construir este mundo melhor!

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Comentários

parabens indymedia!

parabens indymedia!

Deviam alterar a forma como

Deviam alterar a forma como as notícias dos utilizadores aparecem, devia haver a possibilidade de ve-las centradas, como no indymedia antigo. Se não me estou a fazer entender digam.

Publicação livre

Uma boa forma de veres as contribuições em coluna central é digitar:
http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/
Abraço

Confrontos de ideias vão

Confrontos de ideias vão haver sempre!Afinal quem é que luta neste país? Comunistas, alguns BE´s e também os anarquistas à sua maneira! Por isso de certeza que irão haver muitos comentários e muita conflitualidade! Mas qual é o problema disso? Mesmo que a troca de comentários seja violenta não vejo mal nenhum! É a vida! Saúdo desde já o retorno do Indymedia PT! Bom trabalho!

Peço para terem em atenção o

Peço para terem em atenção o tema «educação» não é mencionado na listagem de temas, penso que será um esquecimento!
Obrigado,
MB

Educação

Sim, foi esquecido e já havia sido comentado por alguém aqui. Entretanto estivemos a discutir a melhor designação a dar-lhe (ensino, educação, ...) e em breve colocamos na lista :)

A Galiza envia-vos parabéns

É uma notícia maravilhosa, também para os galegos e galegas, atentas ao país irmão.

Melhor noticia dos ultimos tempos

Sinceramente o regresso do indymedia foi a melhor noticia dos ultimos tempos...
Os acontecimentos nacionais e internacionais dos ultimos anos e meses exigiam a necessidade do regresso de uma plataforma do genero que mesmo com os seus defeitos e com o mau uso por parte de alguns foi bem útil já na sua 1ª aparição.

Saudações companheiros.

ps. se precisarem de colaboradores, mesmo que para noticias regionais do norte e especialmente Porto contactem para o mail.

Bastante interessante

Bastante interessante

Barrar o proselitismo

Barrar o proselitismo partidário parece-me muito bem, desde que não se caia no erro de identificar este com qualquer expressão assinada por uma organização, mesmo que não vise o proselitismo. O que os comentadores deveriam evitar é uma atitude agressiva perante posições discordantes, comentários que apenas exibem agressividade, sem outro conteúdo. Há vários tipos de entulho.

"Moderação" transparente

O processo de "moderação", isto é, a exclusão de artigos que não cumpram com a política editorial do Indymedia, é o mais transparente possível. Nenhum artigo é verdadeiramente eliminado, apenas escondido.

Todos os artigos escondidos podem ser consultados em http://pt.indymedia.org/hidden e qualquer discordância com essa ocultação pode ser comunicada na lista (com arquivos públicos), do colectivo editorial do Indymedia.

Sugestões para reforçar a transparência das decisões são naturalmente bem-vindas. O Indymedia não é um projecto fechado, é um projecto em desenvolvimento contínuo por quem nele queira colaborar.

incluis na atitude agressiva,

incluis na atitude agressiva, o apontar de defeitos, no próprio dia de relançamento do Indymedia.pt, que nem sequer se teve a oportunidade de verificar se existem (vide, "os mesmos erros de sempre")? e o conselho/indicação (paternalista q.b.) que dás aos restantes comentadores acerca da sua agressividade, também se inclui nessa categoria?

Não há paternalismo nenhum no

Não há paternalismo nenhum no meu comentário. Eu próprio já caí nesse erro. É desagradável ler comentários que apenas exprimem violência. Por outro lado é natural que certos comentadores continuem no primeiro dia as querelas que já tinham antes. Partido é toda a organização que se coloca em concorrência com outras para captar apoiantes e que visa isso antes de tudo, o próprio reforço. Pouco importa que seja uma organização parlamentarista, organizadora de pic-nics, que se denomine libertária ou comunista.

"Partido é toda a organização

"Partido é toda a organização que se coloca em concorrência com outras para captar apoiantes e que visa isso antes de tudo, o próprio reforço"

Comentário:se assim fosse, os clubes de futebol seriam também partidos!!!!

Aos partidos interessam-lhes acima de tudo conquistar o poder político e dominar o Estado. São exércitos preparados para o assalto ao poder, através de meios visíveis ou às escondidas...

Indymedia Portugal

É com um grande contentamento que vejo renascer um novo indymedia, e espero que com ele venham novas iniciativas, e acções!

Obrigado pela dedicação e empenho que sustenta esta inicitativa!

Saudações a tod@s

Falta um tema na lista de temas

Viva,
é uma boa notícia ver que o indymedia está de volta. As sensibilidades político-partidárias serão sempre difícil de gerir. Mas espero que este seja um espaço de informação e notícia e não de propaganda de qualquer tipo.
Mas o que queria fazer era sugirir a adição de um tema à lista de temas na lateral deste site. Seria um tema com notícias relacionadas com o Ensino e poderia ter este mesmo título.
Espero que estejam de acordo pois seria nesse âmbito a minha contribuição.

Cumprimentos

Uma boa ideia

Realmente o ensino seria interessante como tema.
Como voluntária do colectivo Indymedia vou apresentar, subscrevendo, essa sugestão!
Um abraço!
Força na luta!

o entulho partidário é mais

o entulho partidário é mais perigoso, pois como qualquer exército, os partidos são organizações formalizadas que visam conquistar o poder político do Estado ( não falo, claro está, dos pseudo-partidos)

sim, pretendemos conquistar o

sim, pretendemos conquistar o poder político. há outra forma de destruir o capitalismo? é através de piqueniques?

O capitalismo não se destrói

O capitalismo não se destrói com a conquista do poder político do Estado, que o próprio capitalismo ajudou a criar, mas com a revolução social que transforme as estruturas sociais já existentes.

reformistas conformistas

as reformas cheiram-me sempre mal...

é como as ervas daninhas... se não as destrois pla raiz, vão voltar a crescer e cada vez mais fortes...

que venha tudo abaixo, que temos tusa para erguer tudo de novo, sem cair nos mesmos erros

indymedia

se for antipartidário ainda bem que o é, já chega de entulho partidário.
muita força para o novo indymedia!!

e o que é que fazemos com o

e o que é que fazemos com o entulho apartidário, caro anónimo?

ele ha coisas que não se reciclam...

bem...

ha merda que realmente não se recicla...
e essa badamerdice partidaria é uma delas...

mas como o outro dizia...
sempre se podem afogar os javardolas em votos...

mas a questão ecologica continuava a por-se...

erradiquem os politicos da face da terra... que de merda ja anda ela atulhada

Os mesmos erros

Pelo que vejo, o Indymedia é relançado e repete os mesmos erros. É um media sectário e anti-partidário, revelando desde logo o domínio dos anarquistas no seu seio. Há partidos que estão contra o Estado capitalista e a acção que desenvolvem merecia destaque neste espaço mas, novamente, limita-se a liberdade de informação. Na política editorial, proíbe-se o "proselitismo partidário" que dará azo à proibição de qualquer informação comunista. Brilhante. Depois, acusem os comunistas de sectarismo...Tão diferente de outros indymedia pelo mundo fora.

caro camarada... a informação

caro camarada...

a informação NUNCA é imparcial!
mas isso não te impede de pensares por ti mesmo e dares a tua opinião...
agora, se queres divulgação comunista... porque não usares o Avante?
pla tua ordem de ideias, seria de se aceitar tambem noticias do PNR ou merda afim?

creio que vieres como cabeça pensante, dar a tua opinião, não ta vão cortar...
mas se vieres em nome do partido camarada portuguÊs... isso já é outra cumbersa... e meu amigo... se logo á partida levas com um aviso a dizer que não se querem partidos politicos... o que é que não compreendeste????

informacao partidária/propaganda partidária

"Proselitismo" é qualquer coisa como "a venda, a divulgação, a insistência em querer incutir na cabeça das pessoas um dogma, uma crença, um sistema religioso, mesmo que contra a vontade dos outros."

qual era o interesse de um site de informacao ter disto?

eu cá espero que também haja contribuicoes sobre inciativas de partidos. a publicacao é aberta :) e espero que nao haja sectarismo.

o indymedia é aquilo que a malta que quer participar fizer dele!

Espero que tenhas razão,

Espero que tenhas razão, Francisco.

Abraço

Seria interessante colocar

Seria interessante colocar online os textos do anterior Indymedia Portugal

os antigos arquivos

Nesta fase optámos por não colocar os arquivos antigos, dado que tinhamos pouco tempo para o lançamento e mudámos de sistema, pelo que a transição exige algum trabalho e dedicação.

Contudo, isso já foi falado e será algo para trabalhar no futuro. Mas exigirá também certamente mais pessoas com conhecimento de CMS (Mir -> Drupal) e tempo para ajudar.

Estou certo que a história do Indymedia Portugal não se perderá e há-de voltar online :)

Viva o Indymedia

Viva o Indymedia

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