Es.Col.A - Resistiremos!

O Es.Col.A, depois de ver anunciada a suspensão do despejo foi chamado a reunir com os representantes da Câmara Municipal do Porto, onde foi informado que a aparente abertura para o diálogo mais não era do que uma manobra publicitária que pretendia forçar o colectivo a assinar um contrato para o seu próprio despejo. Como seria de esperar, o Es.Col.A rejeitou o ultimato. E lançou esta carta aberta, onde, entre outras coisas, se afirma que "Porque o Es.Col.A, muito mais do que uma escola, é um laboratório dum mundo já transformado, resistiremos"

Carta Aberta

A promessa de suspensão do despejo do Es.Col.A revelou-se um logro. Politicamente forçada a dialogar com os ocupantes da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, a Câmara Municipal do Porto (CMP) mais não queria do que anunciar que o despejo se mantinha, embora adiado. Em reunião com dois delegados da Assembleia do Es.Col.A, os representantes da câmara exigiram que o projecto assinasse a sua sentença de morte, traduzida num contrato de aluguer com fim em Junho. A continuidade imediata do Es.Col.a dependeria da assinatura desse papel.

Recapitulando: a 10 de Abril de 2011, um grupo de pessoas ocupou a antiga escola primária do Alto da Fontinha, devoluta e abandonada há mais de cinco anos pelo município que a devia manter. Depois de um mês de ocupação do espaço e já com inúmeras actividades a decorrer, a CMP mandou a polícia despejar violentamente os ocupantes e emparedar o edifício. Depois de um longo processo negocial, o Es.Col.A voltou à Escola da Fontinha onde se mantém até hoje, com a indiferença da CMP.

Esta farsa é, para nós, inaceitável, tal como o é o despejo em si - seja agora, em Junho, ou em qualquer altura. Perante quem tem, repetidamente, falhado no cumprimento da sua própria palavra e que entende o ultimato como forma de negociação, a posição do Es.Col.A só pode ser a de não aceitar a decisão de despejo. Fazê-lo seria desistir do sonho com que partimos para esta aventura, o de transformar as nossas vidas com as nossa próprias mãos, ensinando e aprendendo com quem se cruza connosco, nas ruas da Fontinha. Porque o Es.Col.A, muito mais do que uma escola, é um laboratório dum mundo já transformado, resistiremos.

Precisamos do sentido solidário de toda a gente que se identifica com o projecto. Em todo e qualquer lado, que a ocupação e a libertação de espaços sejam a resposta generalizada ao ataque às iniciativas de emancipação popular dum sistema que prefere a propriedade, mesmo que abandonada, ao usufruto, mesmo que colectivo.

Que a moda pegue! ai, ai

Mais info (sobre o despejo e a defesa do projecto) em http://escoladafontinha.blogspot.pt/

Galeria
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Comentários

Se houve um contracto ou um

Se houve um contracto ou um acordo verbal por parte da Escola e a CMP, e se posteriormente se veio a verificar que tudo não passou de um logro, de uma acção de má fé, isso é punível pelo código processo penal. A meu ver, o que têm que fazer é um baixo assinado com as populações locais, e até mesmo nacionais, e apresentá-lo na CMP, na Assembleia da República e levar o caso a Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, caso o baixo assinado seja ignorado, porque não pode ser ignorado, um baixo assinado com o nome completo, e o BI, como manda a lei!!! De que estão à espera, não entendo!!!

que merda de comentários!

Quando vamos levar a sério estes ataques e atuar em conformidade?
Divulguem, conspirem, atuem!
Não lamentem, caralho!

é tratar doutros problemas e

é tratar doutros problemas e deixar "este" que estava bastante bem...

Despejo

Lamento saber deste desenlace. Voltou tudo atrás. Mas, afinal, que planos tem a Câmara Municipal para esse espaço? É a pergunta que tenho feito desde que soube que vos querem fora da escola...Têm alguma oferta para fazer às pessoas que beneficiam da vossa acção? Têm algum projecto que vos possa abranger e integrar? Ou querem fechar para abandonar, de novo, ou para deitar abaixo e fazer mais um shopping? Lamento e estou solidária com o vosso esforço, o vosso espírito desinteressado e sentido comunitário, raros, e mal interpretados num tempo feito de oportunismos de toda a espécie, quantas vezes políticos...

se a desculpa para o abandono

se a desculpa para o abandono e o coça-a-micose é o "a camara não tem dinheiro"..... porque é que querem impedir quem faz as merdas andarem sem vos pedir um caralho do fazerem?!?!?!??!?!?!

ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

secalhar é porque depois as pessoas percebiam que nao precisam sequer de camaras municipais para nada.... e la teriam que ir pegar na enxada... taditos

Senhores da Camara do Porto

Senhores da Camara do Porto
por que não deixam a escola da Fontinha em Paz e quem quer estar e trabalhar.