Revolta-te Beja

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O sentimento de revolta que percorre este país assenta em Beja num lento fervilhar que – ainda assim – serve de ânimo aos inquietos espíritos e às desesperadas contas feitas à vida de quem se encontra nas calendarizadas iniciativas apartidárias na praça pública ou na partilha de indignações nesse confortável mundo das “redes sociais” virtuais. Para lá desse pano de fundo do sistema ao fundo em que nos encontramos, as condições hoje vividas no distrito de Beja parecem finalmente reunir as condições para contrariar esse ar de apatia, resignação e profundo conservadorismo que se pega ao corpo na calina dos calores dormentes desta planície. O abandono das obras rodoviárias, já depois de sangrados os bons barros de Beja, acabou por ser o reconhecimento que faltava ao sentimento de orfandade que esta cidade e distrito sempre sentiram, seja com o Terreiro do Paço ou com a Praça do Giraldo. Caíram os pés de barro de quem perspectivara o progresso à boleia da auto-estrada e aeroporto.
(...) Essa discussão arriscou-se a ser ferida de morte quando “Revolta-te por Beja” passou de uma iniciativa espontânea a uma marcha lenta de protesto organizada e mobilizada pela mesma trupe política, partidária e institucionalizada que antes aceitou sem discussão o sentido, ou pelo menos o modelo, dessas obras. (...) E uma vez mais repousará o ânimo da mobilização para a rua e para a acção na mesma lógica bafienta da representatividade do sistema, impedido os seus hábeis actores de dar palco ao sentimento apartidário ou enojado do pé de chinelo da disputa camarária que se aproxima.
(...) Por outro lado a questão das acessibilidades de Beja é por isso mesmo, e como nunca foi até aqui, um momento chave para discutir o que está em causa em termos de “desenvolvimento”.

Publicado hoje – 02.11-2012 - no Diário do Alentejo.
Ler em http://revistaalambique.wordpress.com/

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