Greve dos estivadores tem "um cariz político"

Greve dos estivadores tem "um cariz político"
Lusa
25 Out, 2012, 18:34

O diretor executivo na AGEPOR - Associação dos Agentes de Navegação de Portugal, António Belmar da Costa, defendeu hoje que a greve dos estivadores tem "um cariz político", ultrapassando a questão da defesa dos direitos.

"O que está em causa na greve dos estivadores não é a defesa de direitos", afirmou à Lusa Belmar da Costa, contrapondo que as sucessivas greves têm "um cariz político para destabilizar a sociedade e impedir que Portugal possa e consiga dar a volta a este momento de crise que vive".

Em declarações à Lusa, o diretor da AGEPOR realçou que é "estranha" a concertação de greves dos estivadores, das administrações portuárias e dos pilotos de barra bem como a existência de estivadores que se recusam a aceitar a reforma laboral enquanto "uma parte da mesma classe de trabalhadores aceitou a nova lei sem ver nela nenhuma ameaça".

"Parece algo estranho e no fundo não é nada de novo, porque temos uma lição do passado que foi assim", declarou, considerando que a revisão do regime jurídico do trabalho portuário, aprovada no início de setembro, vai levar à criação de postos de trabalho.

"Se este decreto-lei avançar o que vai acabar por acontecer é a criação líquida de emprego e não perda como tem vindo a ser defendido", declarou.

O também secretário-geral da comunidade portuária de Lisboa realçou que os estivadores são "trabalhadores que, no panorama atual de Portugal, são extraordinariamente bem pagos", dando o exemplo do porto de Lisboa, que é o mais afetado pelas greves.

"Em 2011, os 125 trabalhadores [estivadores] tiveram um valor total de remunerações de 3,7 milhões de euros, com um absentismo de cerca de 23%. A média mensal é de 3.500 euros e em horas extraordinárias 1.200 euros", acrescentou.

Belmar da Costa sublinhou que "neste momento o único motor a funcionar na economia portuguesa são as exportações e, se este motor gripa, não há salvação para o país", dando o exemplo de Liverpool que, pela sucessão de greves, "a própria economia foi definhando e nunca mais recuperou".

O responsável acredita que o protesto dos estivadores terá que cessar quando o novo regime jurídico do trabalho portuário for aprovado no Parlamento, que é apresentado pelo Governo como um meio para tornar os portos nacionais mais competitivos.

Na sexta-feira, os estivadores voltam a reunir-se com operadores portuários para tentar chegar a acordo para a definição de novos serviços mínimos para as greves, anunciadas até 07 de novembro, nos portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Aveiro.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=598099&tm=6&layout=121&visu...

Vivam os estivadores em luta!
Vivam as pessoas que não se vergam!
Se vamos todos c'o caralho, que seja de cabeça erguida e sorriso nos lábios!

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