48H de Greve Geral na Grécia: e a seguir?

No segundo dia de Greve Geral na Grécia, 7 de Novembro, estimavam-se mais de 200.000 manifestantes em frente ao parlamento, na praça Syntagma, apesar dos esforços da polícia de choque para impedir a chegada de civis à praça (centenas de detidos e o encerramento das estações de metro mais próximas).

Pelas 19H00, os funcionários do parlamento aderiram à greve, o que pareceu tornar impossível que a votação do novo memorando avançasse conforme previsto. Os deputados do Syriza juntaram-se aos manifestantes com uma faixa onde se lia «You destroy the country. GET OUT!». Com o cair da noite, adensaram-se violentos confrontos entre a polícia e os manifestantes. Apesar disso, o 3º Memorando entre o governo grego e a troika foi aprovado por volta das 00:00, com 153 votos a favor.

Entretanto, na ilha de Creta, a cidade de Heraklion dava importantes passos para o rescaldo de 48H de Greve Geral. Depois de uma manifestação local com mais de 10.000 pessoas, uma assembleia popular decidiu:

- bloquear a actividade económica da cidade para além do nível simbólico, barricando as repartições de finanças e balcões do banco da grécia, a partir das 07H00 do dia 8;

- convocar mais 24H de greve para o dia 8, facilitando a participação dos trabalhadores nos bloqueios;

- continuar a ocupação do principal edifício administrativo da ilha.

Apelando ao resto do país, a assembleia popular produziu ainda a seguinte convocatória:

«Call out to all the Workers and the Unemployed in Greece.

The greatest challenge lies ahead of us.
Mobilisations and strikes will either become indefinite and overcome the symbolic level, or they will die out due to the lack of potential. We do not hand out our lives and our dignity to no-one.
We plan our mobilisations and we resist.
We call all labor unions to call fresh 24-hour and 48-hour General Strikes tomorrow [Thursday].
We call everyone in all cities to block off Tax Offices and the branches of the Bank of Greece.
Let’s strike at the heart of the regime, its economy.
Let’s not live like slaves.

Occupation of the Administrative Periphery of Crete
Popular Assembly of Heraklion»

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