Porto - BardaMerkel

Às duas em ponto, na Batalha, no Porto, meia dúzia de pessoas ultimavam os preparativos para uma marcha que assinalasse a oposição ao significado da presença da chanceler alemã, Angela Merkel, em Lisboa. Nada fazia prever que 30 minutos mais tarde já não houvesse registo, ali aos pés da Igreja de Sto. Ildefonso, de qualquer concentração. Mas foi isso que aconteceu. Percebeu-se, depois, que o objectivo final obrigava a esta pressa.

A marcha foi rápida, composta por não mais de 30 pessoas, percorreu Santa Catarina até descer Passos Manuel, em direcção a D. João I, uma praça, por estes dias, privatizada. Encimava-a - à marcha - uma faixa que deixava perceber que a visita da Merkel era apenas um argumento para, mais uma vez, fazer sair à rua o grito de Basta!: “Não somos zeros que completam as vossas contas bancárias”.

Em Sá da Bandeira, parou-se em frente a uma dependência do Deutsche Bank. Virou-se a faixa para o interior e esperou-se que duas das pessoas entrassem para explicar que se ia dar uma invasão simbólica e pacífica das instalações. Não houve tempo sequer para explicações. Um indivíduo, ao vê-los entrar, sacou de identificação policial e informou que o gerente do banco lhe tinha pedido para impedir a invasão. Ter-se-á esquecido de dizer que foi ele próprio quem informou o bancário de tal “ameaça”, mas isso são contas do rosário da especulação.

Do lado de fora, com uma rapidez que impressionaria qualquer vítima de assalto, começaram a surgir polícias, primeiro daqueles com coletes fluorescentes e, logo a seguir, dos que andam de carrinha, todos azuizinhos. Num ápice, formaram um cordão à porta do banco, de tal maneira que ninguém entrava nem saía. Não se bloqueou por dentro, bloqueou-se por fora. Nunca o interesse fora o de causar outro dano.

O ritual que se deveria realizar em espaço fechado, acabou por acontecer a céu aberto, perante o olhar estupefacto dos agentes da protecção de bancos. Findo o qual se deixou um saco de merda de cão para que seja enviado a chancelaria alemã, em Berlim, e se dispersou em direcção aos Aliados, onde deveria arder a Merkel que acompanhou a acção desde o início. Decidiu-se, no entanto, levá-la para a porta do consulado alemão, onde arderia mais aconchegada.

Galeria
Porto - BardaMerkelPorto - BardaMerkelPorto - BardaMerkelPorto - BardaMerkelPorto - BardaMerkelPorto - BardaMerkelPorto - BardaMerkelPorto - BardaMerkelPorto - BardaMerkel

Comentários

a merda

a merda era de gato. a de cão denominada de canina ainda é ou chegou a ser útil ao mercado marrano para tratamento das peles e cortumes. o saco continha realmente os dejectos de um casal de "gátaros", cuja significação era mais ou menos o simbolismo do austeritarismo. toxoplasmático, infeccioso, infecto.

nos rituais pagãos ainda praticados em trás os montes em época saturnina(agora) atiram-se este tipo de coisas pela porta adentro dos maus vizinhos, assim como dos bons se atiram telhas com rebuçados.

Opções de visualização dos comentários

Seleccione a sua forma preferida de visualização de comentários e clique "Guardar configuração" para activar as suas alterações.

Submeter um novo comentário

O conteúdo deste campo é privado e não irá ser exibido publicamente.
CAPTCHA
Esta pergunta serve para confirmar se és uma pessoa ou não e para prevenir publicaçãos automatizadas
PublicarMelodias