Pode ser que assim...

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Se é assim tão certo que as pessoas que atiraram pedras eram meia dúzia de “profissionais da provocação”, teria sido assim tão difícil aos profissionais da Ordem tratar de os isolar e impedir de começarem ou continuarem os seus actos? Não o tendo feito, preferindo, aliás, pontapear quem se tentava sentar pacificamente nas escadarias e varrer de qualquer ser humano a praça em frente ao parlamento e as artérias subjacentes, a Autoridade mostrou a sua face mais verdadeira: não lhe interessava impedir qualquer tipo de violência. Antes, pretendia semear a discórdia e o medo.

Outra questão que gostava de ver tratada pelo cérebros matemáticos é, olhando para as imagens, contar as pedras lançadas e dividi-las por essa tal meia dúzia de “profissionais da provocação”. Para ver quantas pedras atirou cada um. Depois, talvez, dividir esse número pelo tempo que durou o arremesso. Para ver o ritmo de lançamento. Calculo que se chegue à conclusão a que já todos chegamos: não se trata de manifestantes, trata-se de robots.

Robots serão também aqueles seres dotados de esqueleto externo que avançam, trôpegos, a bater em tudo o que mexe, depois dum aviso feito na voz alta mais baixa que conseguiram arranjar. Seres humanos não serão, que esses não arreganham os dentes ao arrear em velhos e crianças.

Sabe-se quem tem o telecomando destes robots. Dos primeiros, ainda não se sabe. Teremos que esperar por próximas edições do Diário de Notícias ou do Correio da Manhã.

A greve foi um sucesso, ouvi. Parou muita gente, sim. Muita outra não parou. Alguns porque não quiseram, outros porque não podem. Tivessem um vínculo, nem que fosse renovável pelo menos até ao dia seguinte, e, provavelmente, lá estariam. Assim, não tiveram outro remédio que não ganhar um dia que dá mais à empresa de trabalho temporário do que a eles próprios, fazer chamadas numa empresa de telemarketing ou simplesmente passear pelas manifs, mas sem impacto na greve que não pensa nos desempregados.

Hoje, tudo amanheceu igual. O orçamento continua o seu caminho, a miséria também, a CGTP concorda que a luta de classes se faz à base de comício e que as pedradas são mais violentas do que a ditadura neo-liberal. O governo agradece publicamente à central sindical o seu papel no impedir do escalar do conflito social.

No entanto, nas conversas de café, nasceu um mundo novo. “Pode ser que assim...” é a expressão que mais ouvi. Uma expressão que traduz o desespero de perceber que, apenas com greves, manifestações e comícios, não se vai lá. Pode ser que assim, com bancos vandalizados, percebam de uma vez por todas que já entendemos que a crise é a mentira com que nos obrigam a pagar os excessos da banca nos anos da folia financeira. Pode ser que assim, com pedras e chamas, percebam que chegou a hora de mudarmos de rumo, porque estamos no limite da paciência. Pode ser que assim...

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