PROTESTO CONTRA REGIME FUNDACIONAL GANHA VÁRIAS VOZES

Estudantes manifestam-se contra a mudança da Universidade de Coimbra a Fundação. São transmitidas as ideias também em debate. Por Daniela Pinto

A Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) foi palco das vozes dos participantes da manifestação, promovida pela Plataforma Anti-Fundação, no dia 1 de março de 2017, com início pelas 14 horas, acompanhada por música criada pelos participantes. O evento realiza-se com o intuito de “tornar mais amplo o debate da Universidade e do Regime Fundacional”, esclarece Pedro Henrique, participante, que esclarece que na assembleia Anti-Fundação, vai ser debatida “a retomada dos trabalhos”.

A Plataforma surgiu após “o fim da primeira concentração” contra a Fundação, no qual participaram “o Conselho de Republicas e outros órgãos independentes”. “Nasceu uma assembleia e, esta manifestação, faz parte desse trabalho continuo”, explica Pedro Henriques. O participante afirma ainda que acredita que “é muito cedo para falar, mas a amplitude do debate já se expandiu”, no que diz respeito à adesão e conhecimento em geral por parte dos estudantes da UC.

Fábio Nóbrega, estudante na FLUC, sublinha que “vai ser um processo no modo como se pagam as propinas”. O aluno considera-se “contra o Regime Fundacional”, pois não quer ver as suas escolhas “condicionadas por outras pessoas”, acrescenta.

A assembleia Anti-Fundação que decorreu na entrada da FLUC, pelas 18 horas, teve início com um discurso proferido por Maria Gonzalez, estudante da FLUC. Esta apresentou três pontos a debate. o primeiro passa por “tentar definir uma ordem de trabalho”, o segundo diz respeito “às pessoas que tenham menos conhecimento, para que sejam mais ativas” e o terceiro aponta para a importância de “todos contarem” para o movimento.

Das problemáticas debatidas, Francisco Norega, participante na assembleia, sublinhou que “existiram problemas na comunicação”, visto que “há pessoas que não falam português”. A solução proposta pelo mesmo foi “haver um grupo que queira fazer traduções”.

No que diz respeito a novidades “a Plataforma Anti-Fundação já tem um endereço de ‘e-mail’”, e os participantes da assembleia convidam “quem quiser a juntar-se aos grupos de trabalho”. Quanto à conferência de imprensa realizada hoje pela Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra, que se apresentou, de forma pública contra o Regime Fundacional, Rita Brás, estudante de Sociologia na Faculdade de Economia da UC, considera “possível uma articulação”.

http://www.acabra.pt

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