Sobre o dito "terrorismo" e o terrorismo quotidiano em que vivemos

Não há melhor razão para alimentar a economia de guerra, melhorar os instrumentos policiais e preparar o terreno para a autocracia do que a figura do inimigo. Qualquer ameaça externa - Migrantes (incluindo crianças prontas a cometer atos de terror) ou ameaça interna, na forma categorizada de terrorismo doméstico, está a ser duplamente usada por toda a UE para assustar a população até à obediência. A palavra "terrorista" tem sido utilizada pelos media de forma abusiva, até ao ridículo. Uma vez que esta categoria é tão vaga que duas pessoas rotuladas como "terroristas" podem não ter quase nada em comum, as autoridades rapidamente compreenderam a sua utilidade na eliminação de uma potencial ameaça ao seu poder. E de que potencial ameaça estamos a falar? a de todos e todas que se insurgirem contra o poder.

O que está a passar no Reino Unido é de uma gravidade sem procedentes. Os media não nos relatam - os "Correios da Manhã e os bufos de merda" - nunca delataram o que lá se tem passado ao longo de todos estes anos. Um país profundamente xenófobo, racista, apenas com uma nuance: criaram guetos, há muito tempo. Esse pseudo-equilíbrio "explode" de vez em quando. Tal como em França. A desigualdade de tratamento, a exploração, os guetos, provocam profundo ressentimento. E agora a extrema-direita pretende entrar no campo do adversário. Não baste marcar penalty!

O que se está a passar é um profundo ataque com vista a uma submissão total. Quem andar distraído/a com "miudezas" tente analisar o "todo". Assim perceberá que não há "negociações" possíveis, seja na luta pelos direitos "dos animais" ou "anti-fracking" ou, ainda, contra estas bestas todas, imbecis até dizer chega na sua luta diária para nos fazer uma lavagem cerebral nos media ou fora deles. E verifiquem o que diariamente acontece nos guetos aqui da "geringonça" são de uma invejável violência racista e xenófoba. Apesar da evidente "tacanhez" não deixam de ser profundamente brutais os seus métodos, de vez em quando "disparam sem querer". Tal como nas prisões. Onde impunemente matam ou deixam que "morram".

Procuremos um pouco melhor... enxerguemos o todo e não cada uma das partes. Não de uma forma "nacionalista", "pequenina na sua pequenez", não deste lado ou daquele de alguma fronteira... só se for de algum lado de uma barricada qualquer!

Deixemos-nos de ser "saloios/saloias" (já dizia o Fernando Pessoa).

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