“Guerreiras” do Bairro da Torre

Desde 19 de Outubro que cerca de 70 famílias e mais de 250 pessoas vivem sem eletricidade. Já foi a parlamento, correu a imprensa e passado um inverno a escuridão regressa sempre que o sol se põe. Para lá deste cenário há quem não baixe os braços. A política também se faz no feminino e várias mulheres têm sido agentes ativas numa luta por melhores condições de habitabilidade.

O Bairro da Torre, a 15 minutos de Lisboa, fica em Camarate, junto ao aeroporto, em terrenos ocupados. Outrora ocupado por centenas de barracas, restam agora cerca de 50. Fora de holofotes, excetuando quando rusgas policiais fazem notícias criminais, ficou mediatizado por um corte de energia que, sem aviso prévio, deixou centenas de pessoas sem energia e, consequentemente, à mercê de um Inverno rigoroso. Várias organizações mostraram a sua solidariedade e da escuridão emergiram rostos femininos que encabeçam uma luta por mais direitos.

Numa manhã solarenga de sábado, o verde intenso dos prados e o castanho das estradas de terra batida contrapõem-se com o cinzento das barracas que irrompe, ora mais concentrado ora mais disperso, por um vasto território, claramente dividido em dois polos. Numa entrega de roupas realizada dia 22 de abril pela Associação Reagir Social a Torre Amiga, associação de moradores, retoma mais um dia de funções sociais. À entrada estão duas mulheres que, em limpezas, dão as boas vindas e mandam chamar a presidente da Associação.

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