150.000

Quando tudo começou, no final de 2015, jamais esperaríamos que um dia esta comunidade pudesse ser tão grande como é hoje, com gentes de todos os lugares, de todo o país, de vários países de língua portuguesa. Recebemos milhares e milhares de mensagens com sugestões, críticas, correções, denúncias...

Éramos poucos e fazíamos as coisas de uma forma relativamente naif, procurando responder a uma necessidade que entendíamos ser fundamental. A imprensa, como poder público, tem de ser discutida e criticada publicamente e na perspectiva do leitor/espectador. Não era, e nunca tinha sido antes, senão de forma dispersa e pontual. Esse era o nosso objectivo: organizar e sistematizar num só corpo uma estrutura de revisão que acompanhasse, quotidianamente, não exactamente a atualidade, mas a forma como a atualidade é representada pelos seus interlocutores preferenciais, os jornalistas.

Não odiamos jornalistas nem odiamos o jornalismo, tal como um crítico de cinema não odeia o cinema e os realizadores. Pelo contrário. É precisamente por entendermos que na função intermediária do jornalismo radica um pilar essencial da sociedade contemporânea que criámos Os Truques da Imprensa Portuguesa. Para defender o jornalismo das diversas ameaças a que ele hoje está sujeito.

As oposições que entretanto se geraram foram muitas e dividem-se, essencialmente, em três grupos: jornalistas, políticos e assessores/agências de comunicação. Estão dentro destes grupos os principais opositores dos Truques, porque é sobre eles que, direta o indiretamente, se refletem as principais consequências da nossa ação. Não há estranheza nessas oposições. Elas são naturais e é assim que as vemos.

Durante este tempo sofremos algumas consequências pessoais, das quais optámos por nunca falar. Para além do que é óbvio e fácil de imaginar - o que decorre do investimento em tempo e dedicação -, fomos pessoalmente perseguidos, pressionados e recebemos armadilhas informáticas. Em nenhum momento vacilámos, porque não temos, de facto, nada a temer. Em nenhum momento receamos criticar alguém ou algum jornal, como um breve escrutínio aos nossos posts recentes pode comprovar. Várias vezes ponderámos (e chegámos mesmo a decidir) revelar as nossas identidades e abdicar do nosso anonimato, erradicando definitivamente as acusações que alguns, maldosamente, nos fazem. Mas porquê? Em nome de quem? Como resposta a que exigência? E que legitimidade ou autoridade tem essa exigência? O nosso anonimato é uma opção nossa. Porque o que fazemos é, na sua essência, anónimo, no sentido profundo do termo.

Muita coisa mudou desde 2015. A equipa alargou, reduziu, alargou… Mudou muito, mantendo-se, na sua essência, tudo igual. O amadorismo permanece. A liberdade também. Ambos são elementos determinantes da nossa ação.

Obrigado a todos os 150 mil que aqui estão.

https://www.facebook.com/ostruques/

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