Brasil: entre a senzala e a nação!

Em 1954, uma conspiração levou Getúlio Vargas, grande construtor do Brasil moderno, ao suicídio. Matou-se o presidente para garantir a posse de seu sucessor eleito pelo povo, Juscelino.
Poderíamos escrever que tramaram setores internacionais, militares e da imprensa, porém, no cerne da conjura estavam setores dos Estados Unidos e setores de nossa elite, esta última, cujo coração e cuja mente aspiram ainda aos padrões do engenho escravagista de açúcar.
Estes setores da elite historicamente se viabilizaram como gerentes do empreendimento internacional, inicialmente o engenho.
Os mencionados setores dos Estados Unidos não apenas ambicionam nossas fabulosas riquezas: temem horrivelmente a afirmação de outro gigante, livre, justo e soberano, no que em suas mentes doentias e egoísticas imaginam ser o seu quintal.
Em 1964, uma quartelada orquestrada fundamentalmente pelos mesmíssimos setores, condenou ao fundo das gavetas da história, as Reformas de Base de Jango, João Goulart, antigo membro da equipe de Vargas alçado à presidência da república. Jango lançava bases pensadas e consistentes para a nação livre, justa e soberana que ainda não conseguimos ser.
Em abril do ano passado, num dos mais deploráveis momentos da história da espécie humana, pelo acanalhamento generalizado e explícito dos protagonistas, derrubou-se a presidenta reeleita Dilma Roussef, esta sem absolutamente nenhum deslize a explicar, exceto suas condições de mulher e de socialista.
Como diz o povo: “É, ‘tava ruim mesmo! Todo mundo trabalhando, todo mundo comprando carro e casa, todo mundo na faculdade...”
Quatorze anos de prosperidade, conquistas de direitos, aprofundamento da democracia e afirmação da nacionalidade foram encerrados à força.
Destaquei aqui 3 grandes e cruciais momentos de nossa história, convindo lembrar entretanto que houve muitas sabotagens e intervenções mais, ao longo de toda a história nacional, sempre partindo dos dois setores mencionados.
Está claro que para retomar o fio da meada de nossa história, partindo de onde João Goulart parou, teremos que resolver esta questão.
Se deixarmos por conta destas duas “turminhas” voltaremos aos piores tempos da colônia.
Abramos pois os olhos, nos organizemos e tratemos também de solicitar o concurso dos setores democráticos e progressistas de todo o mundo!

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