80 anos do atentado contra Oliveira Salazar

Nos inícios de 1937 as atenções da polícia política portuguesa estavam centradas na guerra civil de Espanha. É nessa altura que um pequeno grupo de resistentes planeia o pior golpe que Salazar sofreu durante os anos da ditadura.

Como é que a poderosa PVDE e as centenas de informadores não conseguiram evitar um atentado ao ditador capaz mudar a história do regime?

Um atentado, protagonizado sobretudo por anarquistas (a que se haviam associado elementos republicanos e comunistas), à figura de Salazar que, quase por milagre escapou ileso, poderia ter poupado Portugal de 48 anos de ditadura fascista. Durante meses este grupo revolucionário – que já antes tinha colocado bombas nos ministérios e no Rádio Clube Português, em solidariedade com a revolução espanhola e contra o apoio que o governo e o RCP davam aos falangistas de Franco – estudou a melhor hipótese de atentar contra a vida de Salazar – o homem forte do regime fascista. Dadas as características do regime, personalizado em Salazar, a sua morte teria alterado significativamente o curso da história.

O PCP sempre se demarcou desde episódio. Houve militantes republicanos e comunistas que participaram a título individual.

A grande referência histórica para este atentado é Emídio Santana, que esteve preso durante 16 anos. Anarco-sindicalista, militante da CGT, um dos impulsionadores do movimento libertário no pós 25 de Abril e director de “A Batalha” após 1974, publicou um livro – História de um atentado: o atentado a Salazar – que é ainda uma das grandes fontes de informação sobre a preparação e execução deste atentado.

https://www.youtube.com/watch?v=zMOUxROFX70
https://www.youtube.com/watch?v=LS1YBeasWos

Episódio inserido no programa A Pide Antes da Pide.
Jornalista Jacinto Godinho
Eduardo Ricou; Frederico Wiborg (RTP) 2007

através de Portal Anarquista

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