O jornalista-turista

O jornal O Público tem-se convertido num dos baluartes nacionais da defesa e propaganda do ultra-liberalismo que, sob as mais diversas formas e sobre os mais variados planos (cultura, urbanismo, floresta, biodiversidade, património, etc.), formata de um modo inteiramente novo sociedades, territórios e até oceanos, com o único fim de deles extrair valor. E pouco importa que isso implique aberrações como enviar mil milhões de pessoas para favelas, privar muitas mais do acesso a medicamentos ou converter florestas inteiras em monocultivos inflamáveis. Dois dos fazedores de opinião a quem o jornal, intencionalmente, dá mais destaque, J. M. Tavares e D. Q. de Andrade, habituaram quem os lê aos lugares mais comuns da ideologia liberal. Uma ideologia que não serve senão para legitimar este mundo, com as suas inconcebíveis aberrações – as quais estas esplêndidas mentes, que dão o melhor de si ao serviço da ultra-liberal administração da SONAE, tão sabiamente ignoram em cada um dos seus textos.

Continuar a ler

L' Obéissance est Morte

Comentários

Submeter um novo comentário

O conteúdo deste campo é privado e não irá ser exibido publicamente.
CAPTCHA
Esta pergunta serve para confirmar se és uma pessoa ou não e para prevenir publicaçãos automatizadas