Resistência indígena no #México

A história do #México é uma história de luta e resistência popular contra uma colonização económica que dura desde o século XIX. Indígenas, pequenos agricultores e operários unem-se contra um Estado terrorista e autoritário que insiste em alimentar o racismo contra os índios, considerados a ralé da esfera social; ao mesmo tempo em que vende o México como se de um produto comercial se tratasse.

Uma luta que em 1994 assumiu novos contornos com a declaração de guerra ao Estado pelo grupo revolucionário #zapatista (EZLN), que assim agiu em defesa das populações locais face ao capital, após o insucesso das lutas por via pacífica. 1994 foi também o ano em que o #NAFTA, acordo comercial feito entre os #EUA, #Canadá e #México, entrou em vigor. Um acordo que permitiu a entrada de multinacionais norte-americanas e canadianas no México e que serviu de pretexto para continuar a destruir as populações indígenas locais, pouco dadas ao consumismo e às trocas comerciais que as políticas neoliberais tanto defendem.

Estado, multinacionais e cartéis de droga confundem-se entre si numa espiral de corrupção e tráfico de influências que ignora os interesses e necessidades de quem ali vive. Privatizar a água (veja-se o caso da #Coca-Cola em #Chiapas), permitir o fracking e desenvolver a indústria turística tornaram-se prioridades num #México que é vendido como destino paradisíaco para corporações e turistas endinheirados à procura de resorts e que esconde o clima de terror em que vivem as populações locais, sujeitas ao autoritarismo do Estado e aos caprichos das multinacionais. Estima-se que cerca de 40% do território ainda seja indígena, o que constitui um entrave gigante ao comércio livre e à exploração de terras ricas em recursos como a água, minérios, madeira e combustíveis fósseis. Naturaliza-se a ideia de que a troca comercial destes recursos é essencial ao desenvolvimento económico e qualquer obstáculo deve ser eliminado.

Numa tentativa de alcançar um equilíbrio entre o Estado e os povos indígenas e de acabar com o massacre a que chamam “a tormenta”, o Congresso Nacional Indígena (CNI), lutando lado a lado com os #zapatistas (EZLN), nomeou uma candidata indígena, Marichuy, para as próximas eleições à presidência do México em 2018. Muitas foram as dificuldades criadas pelo atual Governo para evitar que os povos indígenas se conseguissem fazer representar, mas o CNI conseguiu e segue agora na corrida para as eleições, apresentando uma proposta coletiva contra o sistema capitalista, patriarcal, racista e elitista que os colonizou.

Via desInformémonos:
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Mais info:
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Guilhotina.info

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