Fortes Novas, Alentejo: desenvolvimento ou exterminação?

Portugal, Alentejo: cerca de quarenta velhos foram condenados a viver enclausurados, nas suas casas, de janelas fechadas, 24 horas por dia; condenados a respirar o negro; condenados a uma alimentação parca e pobre. Problemas respiratórios, tosse, lacrimejar de olhos, ardor na garganta chegaram em tons de dor. Sem ar, sem água e sem alimento, rezam pedindo a morte e que esta não se demore. Falo em quarenta mas minto. Não são quarenta: são mais. Quarenta velhos e um menino (de doze anos) são os mais violentados num dever que devia ser sagrado: o direito à vida.

Chamo-lhe: velhos. Os idosos são cuidados com afeto e esmero. Os velhos agoniam ansiando a morte. Aos idosos, a sociedade proporciona o bem; aos velhos, a mesma sociedade, retira-lhes o ar, a água e o sustento: mata-os em vida (devagarinho e com dor).

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