Por uma habitação colaborativa em Portugal

POR UMA HABITAÇÃO COLABORATIVA EM PORTUGAL ▬▬ SARA BRYSCH

«Em termos arquitectónicos, este modelo obriga ao repensar do layout doméstico tradicional e à consequente formulação de novas tipologias habitacionais. A minimização do espaço individual para maximizar os espaços colectivos promovendo a interacção entre residentes; a introdução de instalações comuns (lavandarias, oficinas, cozinhas comunitárias) reduzindo não só as áreas mas, também, o consumo energético; a construção faseada (abordagem relacionada com a chamada "habitação evolutiva", largamente explorada nos anos setenta em países da América Latina, correspondendo a uma habitação mínima flexível, onde uma área potencial é deixada para expansão futura, dependendo das necessidades e possibilidades económicas do agregado familiar) e a decisão colectiva de deixar algumas superfícies ‘inacabadas’ para posterior acabamento são algumas das características comuns deste novo tipo de habitação colaborativa a custos controlados. Tudo isto exige uma compreensão da arquitectura, não como um "produto acabado", mas sim como um processo dinâmico. Em termos sociais, este conceito procura estimular o sentimento de ‘comunidade’, ‘vizinhança’ e ajuda mútua. Ao mesmo tempo, este modelo valoriza a participação dos futuros residentes no desenho arquitectónico do projecto e às vezes na própria construção, através de estratégias ‘DIY’ (Do-it-yourself) e ‘DIT’ (Do-it-together), e na gestão e manutenção do complexo habitacional.»

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