Comunicado de Imprensa – Movimento Algarve Livre de Petróleo

Data: Loulé, 25 de Março de 2018

Assunto: Vigília em Faro, em 2 de Abril, às 16h30m, contra a Exploração de Petróleo no Algarve – Porta da Câmara Municipal de Faro

Mais de um mês passado da reunião de Loulé, em que no dia 22 de Fevereiro de 2018, numa célebre Quinta-Feira, os autarcas do Algarve, as principais associações de empresários da região, a Região de Turismo do Algarve, grupos, associações e movimentos anti-petróleo, fizeram um pedido de audiência urgente ao Senhor Primeiro-Ministro, António Costa, no sentido de se travar o furo de Aljezur, a resposta até ao momento é o silêncio indecente do Governo e do senhor Primeiro-Ministro.

No dia 15 de Março o Movimento Algarve Livre de Petróleo (MALP) foi em comitiva entregar uma carta ao senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé para saber de possíveis respostas do Governo aos autarcas e para além do silêncio do Governo deparou-se com a indiferença e o desprezo do Autarca Vítor Aleixo que se remeteu também ele ao silêncio. Não aceitamos o silêncio como resposta.

No dia 24 de Março o senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé esteve com o senhor Primeiro-Ministro no Ameixial, no Concelho de Loulé e não há notícia de ter falado da exploração de petróleo no Algarve e do pedido de audiência urgente dos autarcas e dos grupos e movimentos anti-petróleo da região.

Porque consideramos que existem silêncios que falam muito, o Movimento Algarve Livre de Petróleo (MALP) informa que vamos estar em vigília no dia 2 de Abril de 2018, Segunda-Feira, à porta da Câmara Municipal de Faro com a intenção de chegarmos à fala com o senhor Presidente da Câmara Municipal de Faro, Dr. Rogério Bacalhau, para tentar obter a resposta que o Senhor Primeiro-Ministro, António Costa, e o senhor Presidente da Câmara Municipal da Loulé se recusam a dar.

Porque não responde o senhor Primeiro-Ministro, António Costa, ao pedido de audiência urgente feito pelos autarcas do Algarve? Porque não se fazem os autarcas do Algarve respeitar pelo poder central? O que vão fazer os autarcas do Algarve para travar o crime político hediondo que consiste em entregar o território do Algarve, a troco de nada, às petrolíferas?

O Movimento Algarve Livre de Petróleo aproveita também para afirmar a sua estupefacção com o facto do Governo da geringonça estar a financiar as petrolíferas em largos milhões de euros através de apoios fiscais. Como é possível que o dinheiro dos contribuintes seja injectado em empresas privadas de exploração de petróleo que em nada contribuíram ainda para o aumento da riqueza nacional? Em nome da decência na vida pública o MALP apela às autoridades públicas responsáveis que investiguem como é que isto foi possível e quem foram os governantes que atribuíram estes benefícios fiscais.

Movimento Algarve Livre de Petróleo

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