[França] 50 anos depois da grande revolta de Maio de 1968, os estudantes franceses voltam a confrontar o Poder

Na cadeira da presidência francesa já não está o autoritário De Gaulle, mas o social-liberal Emmanuel Macron. Neste momento, os estudantes de Lille, em França, estão a ocupar a universidade da cidade e a polícia de intervenção entrou para os desmobilizar, distribuindo agressões a quem lhes faça frente. Alguns, para evitar a expulsão das instalações, algemaram-se.

Os estudantes franceses voltam, mais uma vez, a levantar-se contra políticas autoritárias e neoliberais que minam tanto os seus direitos como os dos trabalhadores. Depois de várias greves que paralisaram o país, Macron continua intransigente na vontade de privatizar os caminhos de ferro franceses, mas os trabalhadores e estudantes não dão um passo atrás na sua luta e exigências. A luta continua.

Ao mesmo tempo que os trabalhadores ocupavam as ruas e entravam em greve, parando o país, os estudantes avançaram com a ocupação de várias universidades por todo o país. Tal como em Maio de 68, estudantes e trabalhadores estão do mesmo lado da barricada contra as forças da repressão e do capitalismo selvagem. Por todo o país assembleias estão a ser feitas. É o caso da Universidade de Montepellier, da Universidade Jean-Jaurès, da Universidade de Bordeau-Montaigne, da Universidade de Lyon, da Universidade de Rouen e de Estrasburgo.

Na Universidade de Sorbonne, mais de mil estudantes participaram hoje numa manifestação, apesar de fortemente vigiada pela polícia de intervenção. Já na Universidade de Rennes, mais de 2500 estudantes participaram numa assembleia geral.

O espírito de Maio de 1968 continua bem vivo. E parece não se demover por mais bastonadas que os polícias desfiram.

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