[ZAD] Há muito que a extrema-direita defendia a extinção das tendas, fazendas e cabanas em Notre-Dame-des-Landes

INTERNACIONAL | Há muito que a extrema-direita defendia a extinção das tendas, fazendas e cabanas em Notre-Dame-des-Landes, a noroeste de Nantes, França, mas é Emmanuel Macron, presidente francês, quem lhes está a fazer a vontade.

Hoje de manhã, os polícias da Gendarmerie voltaram a atacar o campo, mas agora com a utilização de granadas GLI F4, que contêm 25 gramas de explosivo TNT. Além do brutal som da explosão, a granada dispara lascas que se entranham em quem estiver entre cinco a dez metros de proximidade, ferindo-as. A polícia francesa é a única em todo o mundo a utilizar este tipo de granadas para "manter a ordem" contra manifestantes. O chão do bosque está repleto de centenas de crateras de explosões de granadas.

Há três dias, pelas primeiras horas da manhã, não menos de 2500 militares da unidade de intervenção da Gendarmerie avançaram com veículos blindados, gás lacrimogéneo e bastonadas pelas tendas adentro contra algumas centenas de manifestantes.

Entretanto, várias tendas, fazendas e cabanas foram já destruídas no avanço dos veículos blindados e dos bulldozers. Nos últimos tempos, o campo tinha desenvolvido um projecto agrícola alternativo e auto-sustentável, com o prefeito da região a prometer aos activistas que não faria nada que destruisse o projecto. Assim não foi.

A resistência dos activistas continua apesar da assimetria das forças em confronto. Do outro lado, mais parecem militares do que polícias. Para responderem à agressão brutal, os manifestantes construíram barricadas e até catapultas improvisadas de cocktails molotov.

Hoje, qualquer contestação ao Poder tem como única resposta a repressão. Marine Le Pen não faria melhor que Macron. A resistência é a única alternativa. O diálogo acabou.

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Praxis Magazine
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