A fuga do Facebook

Entre 2009 e 2011, ecoaram pelo mundo ocidental um número sem fim de artigos de opinião que atribuíam a redes sociais como o Facebook e o Twitter as responsabilidades pela onda de levantamentos que atingiu partes do Médio Oriente e da América Latina. O tom de tais artigos misturava triunfalismo tecnológico e civilizacional: “Vejam como os nossos valores superiores finalmente estão a chegar a estes povos incultos e imundos graças às maravilhas tecnológicas da Internet.”

No entender destes escribas, estas redes sociais haviam permitido a uma nova geração tecnologicamente apta coordenar-se para exigir democracia e liberdade contra regimes opressores. Deixemos por agora de parte que análises posteriores mais sérias sobre o fenómeno tenham revelado que o uso destas redes sociais para fins de protesto foi grandemente exagerado. Ou que a verdadeira história é que há uma enorme quantidade de jornalistas que, na realidade, não estando no terreno, não falando a língua e não conhecendo a história dos locais sobre os quais escrevem, simplesmente estavam a ir ao Twitter e Facebook para roubar fotos e vídeos e aldrabar uma coisa qualquer sobre o que se estava a passar.

Façamos antes a pergunta – qual o verdadeiro potencial de redes sociais como o Facebook para fins políticos radicais?

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