Nicol Quinayas, jovem colombiana de 21 anos foi agredida por um funcionário da empresa de segurança privada 2045

Nicol Quinayas, jovem colombiana de 21 anos foi agredida por um funcionário da empresa de segurança privada 2045 -"Preta de merda, queres apanhar um autocarro, apanhas no teu país"

Video: http://bit.do/eofqe

A PSP, chamada ao local, ignorou-a e nem registou a ocorrência. O Serviço de Transportes do Porto abriu um processo interno de averiguações e esclarece que o homem em causa está suspenso. Já a empresa de segurança privada 2045 recusou-se a responder a questões da imprensa.

Nicol Quinayas, 21 anos, nascida na Colômbia, desde os cinco anos em Portugal tinha saído com as amigas Daniela Mendes e Tânia Marques, 20 e 21 anos, para celebrar a noite de São João.

RELATO DOS ACONTECIMENTOS

«Ao regressar, já cansadas, por volta das 5 da manhã, Nicol e duas amigas foram aos Aliados para apanhar o autocarro. O transporte, porém, não passou e depois de ponderar entre ir de metro ou ir apanhar um outro autocarro, decidiram ir até ao Bolhão, para apanhar o 800 da STCP. Nicol, mais cansada, apanhou o metropolitano até à paragem, enquanto as amigas seguiram a pé, conta a jovem de 21 anos ao SAPO24.

Reencontraram-se na rua do Bolhão. As amigas eram as primeiras na fila para entrar no autocarro. Nicol juntou-se a elas à conversa. Umas senhoras, atrás das três raparigas, chamam-na à atenção: "menina, você está a passar à frente, só chegou agora, que nós vimos". "Tem toda a razão", responde Nicol. "Se você quiser, eu volto para trás da fila", diz a jovem.

A senhora, porém, desvaloriza: "ó menina, é São João, deixe estar, não faz mal nenhum".

As portas abrem e as três amigas preparam-se para entrar no veículo. "Ouço um senhor dizer 'mas você à minha frente não passa' e a invadir o meu espaço", conta Nicol. "Virei-me para trás e ele aproximou-se muito de mim, veio logo para cima de mim". A jovem responde: "O senhor tenha calma, o senhor não precisa de falar assim, estas senhoras que estavam à sua frente deixaram-me passar".

"Eu sei que o mais certo que devia ter feito era não ter dito nem ai nem ui, era: 'olhe, tem razão' e ir para o fim da fila. Mas os acontecimentos a seguir foram muito fortes para este desacato mínimo", diz.

"O senhor não me fale assim", continuou, virando costas ao outro passageiro. "Estou a entrar para o autocarro, estou a tirar o passe da minha bolsa, o segurança puxa-me e diz: 'a menina vai ter de sair'". "Só tinha este autocarro, que mesmo assim me deixa a 15/20 minutos de casa", explica.

Num vídeo amador do incidente é possível ver um funcionário da empresa de segurança privada 2045 em cima das costas da jovem deitada no chão, já na rua. À volta, várias pessoas gritam, criticando a actuação do homem, mas não intervindo.

“Tu aqui não entras, preta de merda. Não entras. Queres apanhar o autocarro, apanhas o autocarro na tua terra”, terá dito o funcionário da 2045, segundo conta por telefone a jovem agredida.

Depois de murros, a rapariga caiu no chão, tendo sido imobilizada pelo fiscal, que se sentou sobre ela. O funcionário terá depois chamado a polícia.

Nicol não consegue precisar quantos polícias acorreram ao local, confirmado pelo menos três agentes. Uma testemunha contou à jovem que havia uma forte presença policial, que, no entanto, ignorava o estado da rapariga.

"Só vi três polícias. Dois deles ficaram à beira do segurança, enquanto ele fumava um cigarro, como se estivesse na pausa dele; outro ficou à minha beira — sempre de capacete", conta.

Depois de perguntar a este agente por que razão a ambulância ainda não tinha chegado, o polícia terá olhado a rapariga "de cima a baixo" e dito, "da forma mais arrogante e fria possível": "olhe, menina, você está à espera da ambulância. Mas se estiver preocupada com as horas, pode ir embora", conta a jovem.»

Informação via https://bit.ly/2Kp167M e https://bit.ly/2N2pFpm https://bit.ly/2IuSI1B

Guilhotina.info

Comentários

Submeter um novo comentário

O conteúdo deste campo é privado e não irá ser exibido publicamente.
CAPTCHA
Esta pergunta serve para confirmar se és uma pessoa ou não e para prevenir publicaçãos automatizadas