Greve dos trabalhadores do call-centers da Konecta - Portugal

ACTIVISMOS | Nunca é fácil avançar-se com uma greve quando se é alvo de chantagem e ameaças, mas foi isso mesmo que os trabalhadores do call-centers da Konecta - Portugal, em Lisboa, fizeram. Mais de 100 trabalhadores fizeram greve entre as 12 e as 13 horas. A empresa reagiu como sabe: com autoritarismo, tentando incutir medo nos trabalhadores.

Concentrados em frente às instalações da empresa, os trabalhadores solidarizaram-se com três activistas do Sindicato dos Trabalhadores de Call-Centers (Tás Logado?) despedidos por fazerem frente à entidade patronal. Lutavam por melhores salários e contra a chantagem dos patrões e perseguição dos sindicalistas.

Se os trabalhadores não baixaram os braços, a Konecta também não recuou e usou todos os instrumentos ao seu alcance, inclusive os ilegais, para tentar travar o processo de luta, chantageando e ameaçando os trabalhadores. A empresa anunciou que não irá dar os prémios aos mais de cem trabalhadores que aderiram à greve. Uma decisão que viola o artigo 540º do Código de Trabalho.

Os trabalhadores de call-centers, de várias nacionalidades, mas principalmente espanhóis, não viram nacionalidades, mas sim unidade de classe ao longo de todo este processo. Esta forma de luta foi apenas mais um episódio num luta que se prevê longa e dura.

via Praxis Magazine

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