Moradores silenciados na marcha "Direito à Cidade"

Teve lugar no passado dia 20, no Porto, mais uma manifestação contra a gentrificação, convocada pelo movimento social Direito à Cidade.

Neste acto participaram elementos da AMP (Assembleia de Moradoras e Moradores do Porto) e da AMMCHP (Associação de Moradoras e Moradores do Centro Histórico do Porto).

No final da marcha a organização decidiu silenciar a voz do povo pobre trabalhador do Porto. As moradoras e moradores do centro histórico do Porto, pretendiam divulgar e apelar de viva voz à participação popular no próximo acto público da AMP e da AMMCHP “De luto pelos despejos”, a realizar-se no próximo dia 31.

Aquando dos discursos de encerramento da marcha, foram impedidos de o fazer, pelos responsáveis do Direito à Cidade.

Mantemos o alerta: o reformismo - nomeadamente, as muletas do governo social liberal PS - na sua ânsia de protagonismo e mediatismo, com fins eleitoralistas, mascara-se de diferentes formas. Este silenciamento da voz do povo é só mais um exemplo.

Ao afirmarem “a marcha é nossa”, os organizadores deixam transparecer claramente o seu sectarismo, assim como materializam no discurso o fosso de classe entre o povo pobre portuense e as camadas pequeno-burguesas privilegiadas que coordenam estes movimentos, que servem de fachada aos partidos oportunistas.

Reafirmamos que a luta contra os despejos é do povo pobre portuense.

O Poder Popular só pode ser exercido com independência, contra as multinacionais imobiliárias, médios e grandes senhorios, contra o seu Estado de classe, burguês, e contra os oportunistas e colaboracionistas que, de uma forma ou de outra, o apoiam.

via PLP

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