Centenas de estivadores saíram hoje às ruas de Lisboa

ACTIVISMOS | Centenas de estivadores saíram hoje às ruas de Lisboa. Entre palavras de luta e very lights, os estivadores marcharam do Cais do Sodré até à Assembleia da República para dizerem não à precariedade e defenderem os seus direitos.

Em 2016, os estivadores do Porto de Lisboa aguentaram mais de um mês de pressão da entidade patronal, que fez um lock-out e o tentou transmitir como se fosse uma greve dos trabalhadores. Tentou virar a opinião pública contra os trabalhadores, plantando falsas notícias em jornais, como foi o caso da falta de medicamentos na Madeira por causa da greve. Venceram a luta e desde esse momento que se têm organizado e unido nacionalmente. Hoje, saíram mais uma vez à rua contra a precariedade que grassa nos portos portugueses, apesar das inúmeras promessas das entidades patronais. A contratação colectiva de âmbito nacional continua bloqueada pelos patrões.

"Nada mudou", denunciou um estivador do Porto de Setúbal ao Praxis Magazine. "Os contratos são por turnos", acrescentou. Por dia, os estivadores trabalham 16 horas, de segunda a sexta-feira, assinando um contrato diferente por turno para que não se possam tornar efectivos. O assédio, as discriminações e as ameaças, denunciam os estivadores, são hoje diários nos portos portugueses.

Em frente ao parlamento, vários sindicatos, entre os quais o S.TO.P, Sindicato de Estudantes, o Tás Logado? e A CASA, entre outros, mostraram-se solidários com a luta dos estivadores. "O capital quer-nos dividir para reinar", denunciou António Mariano, presidente do SEAL - Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística. Hoje não conseguiu.

Fotos

via
Praxis Magazine
Praxis Magazine (facebook)

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