Harriet Tubman - tributo à Mulher Negra

A Plataforma Gueto vai prestar tributo à Mulher Negra, através da divulgação da biografia de uma Mulher Negra no início de cada mês. Tratar-se-á de figuras femininas importantes da história negro-africana, tanto dos tempos da antiguidade como figuras da atualidade, tendo todas em comum o fato de serem grandes exemplos de resistência, de luta pela liberdade, justiça, protagonismo feminino, e terem lutado e contribuído para o melhoramento da condição do/a/s negro-africano/a/s no mundo. O objetivo é não apenas homenagear essas mulheres, mas também incitar à reflexão sobre as lições que podemos tirar hoje sobre as suas ações, e utilizar isso de forma construtiva e revolucionária.

Harriet Tubman

A figura feminina negra que vamos homenagear este mês, é sem dúvida um dos maiores exemplos de coragem, tenacidade e luta pela liberdade que o mundo já conheceu. Falamos da Grande Harriet Tubman.

Vida como escravizada
Nascida com a condição de escravizada, com o nome original de Araminta Ross, Harriet Tubman nasceu no Condado de Dorchester, no Estado de Maryland, por volta de 1820. Ela tinha oito irmãos, e quando tinha cerca de cinco anos de idade, começou a trabalhar como empregada na casa de proprietários brancos. Era constantemente violentada, tendo contado que um certo dia, foi chicoteada cinco vezes antes do café da manhã. Carregou essas cicatrizes para o resto da vida. Ameaçada mais tarde por roubar um torrão de açúcar, ela se escondeu num chiqueiro durante cinco dias e ali competia com os porcos por migalhas de comida. Exausta de fome, acabou por voltar para a casa dos senhores, onde foi duramente punida. Mais tarde, para se proteger de tamanhos abusos, começou a vestir múltiplas camadas de roupa, e quando era agredida gritava como se estivesse menos protegida. Numa outra ocasião ela mordeu o joelho de um homem branco enquanto era punida. Depois disso ele manteve-se longe dela. Consta que aos 13 anos - não havendo documentação exata sobre a sua idade – ela foi enviada para trabalhar na plantação. Com essa idade, sofreu um golpe na cabeça que a deixou com enxaquecas, convulsões e narcolepsia, doença que fez com que adormecesse ou desmaiasse subitamente o resto da sua vida. Esse golpe foi dado por um capataz que lhe pediu ajuda para pegar um negro em fuga, pedido que ela recusou prontamente. Essa agressão também é apontada como a causa dos seus sonhos vívidos, os quais ela interpretava como sinais divinos. Em 1844, casou-se com um negro livre John Tubman, tendo adotado o seu sobrenome. Anos depois, viria a adotar o nome da sua mãe, Harriet.

Na sua infância, analfabeta, a sua mãe tinha o hábito de lhe contar histórias da Bíblia. Tubman desenvolveu uma fé fervorosa em Deus. Ela não aceitava as interpretações que os brancos davam às escrituras, incitando os escravos a serem obedientes, e via nas narrativas de libertação do Antigo Testamento, uma forma de se guiar, inspirar e se reconfortar face às dificuldades.

Fuga
Em 1848, ao saber que possivelmente ia ser vendida a uma outra fazenda, Tubman decide fugir em direção à Filadélfia, a maior cidade do Estado da Pensilvânia. Ela fez todo o trajeto a pé até chegar à cidade, onde embora a escravidão ainda persistisse, a legislação já era mais favorável aos negros. Já nessa época, a maior parte dos negros era livre. A sua fuga foi no mínimo espetacular. Ajudada por uma família branca, ela se meteu dentro de um saco, num vagão, até se encontrar em segurança em casas de abolicionistas que se encontravam ao longo da rota de fuga. Tendo chegado sã e salva, começou logo a trabalhar. Do dinheiro que ganhava, uma parte ela utilizava para libertar outros negros. Porém, para Tubman, contribuir com dinheiro não era o suficiente. Nela habitava uma necessidade nata de agir, o que lhe conduziu à liderança das tropas de negros e brancos que iam até às fazendas e libertavam os escravizados. Harriet participou em muitas dessas iniciativas, e estando à cabeça de uma delas, conseguiu libertar 750 negros de uma só vez. Se esse feito já bastaria para tornar Harriet Tubman uma figura lendária, ela ainda iria mais longe. Como já tinha uma certa idade, decidiu abandonar o comando das tropas e passou a atuar como “condutora”, no que ficou conhecida como a “estrada de ferro subterrânea”.
Depois da sua fuga, Tubman voltou a Maryland cerca de 13 vezes em missões nas quais resgatou os seus irmãos, sobrinhos e outras famílias negras. Na sua terceira viagem, foi à procura do seu marido, mas encontrou-o casado com outra mulher. Na sua última missão, ela resgatou os seus pais idosos. Nas fugas, usava a “Underground Railroad” (caminho de ferro subterrâneo), um sistema organizado de pessoas que auxiliavam, de parada em parada, a fuga de escravos de Estados do sul em direção ao norte dos Estados Unidos e Canadá. À medida que ela livrava da escravidão um número cada vez maior de indivíduos, tornou-se popularmente conhecida como “Moisés”, uma alusão ao profeta do livro do Êxodos, que guiou os hebreus no caminho da liberdade.

Tubman utilizou estratégias inteligentes para assegurar o sucesso das várias viagens que concretizou. Ela partia geralmente aos sábados à noite, uma vez que os anúncios sobre as fugas só chegavam aos jornais na segunda-feira de manhã. Tubman administrava drogas aos bebés libertados para que não chorassem à noite durante a viagem. Ela também ameaçava com uma arma escravos cansados demais para prosseguir ou que mostrassem a intenção de voltar atrás. A eles, dizia “você será livre ou vai morrer”. Tubman afirmou que “nunca perdeu nenhum passageiro”, o que lhe valeu o título de “mais hábil condutora” do underground railroad. Também famosas são estas afirmações dela:
“Se ouvir cães, continue. Se vir tochas na floresta, continue. Se houver gritos atrás de você, continue. Nunca pare. Continue. Se você quer sentir o gosto da liberdade, continue”.
“ Libertei mil escravos. Podia ter libertado outros mil se eles soubessem que eram escravos”. “ Eu racionalizei isto na minha mente, e existia apenas duas coisas que eu tinha direito: liberdade ou morte; se eu não pudesse ter uma, eu teria a outra”.
“ Todo grande sonho começa com um sonhador. Lembre sempre, você tem uma força interna, a paciência, e a paixão para alcançar as estrelas para mudar o mundo” .
Uma vez, Tubman disfarçou-se com uma touca e carregou com ela duas galinhas, para dar a impressão de que tinha feito compras. De repente ela se apercebeu que caminhava em direção ao dono de uma fazenda, no condado de Dorchester. Afrouxou então o laço que prendia as patas das galinhas e a agitação delas permitiu que ela evitasse olhar o homem de frente. Numa outra ocasião ela reconheceu um passageiro, no comboio em que viajava. Tratava-se do dono de uma fazenda. Tubman agarrou um jornal e fingiu que estava a ler. Como era sabido que ela era analfabeta, o homem ignorou-a.

Uma das suas últimas missões em Maryland foi a de resgatar os seus pais, já envelhecidos. Ben, seu pai, tinha “comprado” a liberdade de Rit, sua mãe, em 1855, por vinte dólares, pagos a Eliza Brodess. No entanto, mesmo quando ambos ficaram livres, a região tornou-se hostil à presença deles. Daí a dois anos Tubman recebeu a notícia de que o seu pai havia abrigado um grupo de oito escravos fugidos e corria o risco de ser preso. Ela foi até o litoral leste e os conduziu ao norte, até a cidade canadense de St. Catharines, Ontário, onde uma comunidade de ex-escravos, incluindo os irmãos de Tubman, outros parentes e muitos amigos, se estabelecera.

Em novembro de 1860, Tubman realizou a sua última missão de resgate. Ao longo da década de 1850, ela não conseguira concretizar a fuga da sua amada irmã Rachel, bem como dos dois filhos dela, Ben e Angerine. Ao regressar ao condado de Dorchester, Tubman descobriu que Rachel havia morrido e que as crianças só poderiam ser resgatadas se ela pagasse um suborno de 30 dólares. Ela não dispunha desse montante e as crianças continuaram escravizadas, não se sabendo até hoje qual foi o destino delas. Como ela não era de desperdiçar uma missão, Tubman juntou um outro grupo, incluindo a família Ennals, todos prontos e dispostos a assumir os ricos de uma jornada em direção ao norte. Eles levaram semanas para escapar, devido aos apreendedores de escravos, e se viram forçados a se esconder mais tempo do que esperavam. Fazia um frio incomum para aquela época do ano e eles dispunham de pouca comida. As crianças tinham de ser drogadas com elixir paregórico para permanecerem em silêncio enquanto as patrulhas esclavagistas rondavam a região. Finalmente chegaram em segurança à casa de David e Martha Wright em Auburn, Nova York, em 28 de dezembro de 1860.

A guerra de secessão americana
Tubman lutou na Guerra de Secessão americana, que ocorreu entre 1861 e 1865. Nela, estados do norte do país, nos quais a escravidão tinha sido abolida, lutavam para evitar a independência de sete Estados do sul. Eles se levantavam contra a decisão do presidente eleito Abraham Lincoln de abolir a escravidão em todo o país. Cerca de 625 mil soldados morreram nessa guerra, na qual Tubman trabalhou como enfermeira, cozinheira e espiã para os Estados do norte. Conhecida pela sua habilidade de se deslocar sem ser notada, em 1863 acompanhou o Coronel James Montgomery numa missão do exército que libertou 700 escravos na Carolina do Sul.

Quando irrompeu a Guerra Civil Americana, em 1861, Tubman encarou a vitória da União como um passo fundamental para a abolição da escravidão. O general Benjamin Butler, por exemplo, ajudou escravos fugidos a se dirigirem em massa ao Forte Monroe. Butler declarou que aqueles fugitivos eram “contrabando”, isto é, gente apreendida pelas forças do norte, e os pôs para trabalhar no forte sem receberem pagamento. Tubman esperava oferecer sua perícia e suas habilidades à causa da União e em breve juntou-se a um grupo de abolicionistas de Boston e Filadélfia, que se dirigiram ao distrito de Hilton Head, na Carolina do Sul. Tornou-se presença permanente nos acampamentos, particularmente em Port Royal, Carolina do Sul, prestando assistência aos fugitivos.

Pouco tempo depois, Tubman foi apresentada ao general David Hunter, vigoroso partidário da abolição. Ele declarou livres todos os “contrabandos” do distrito de Port Royal e começou a reunir ex-escravos para formar um regimento de soldados negros. O presidente Abraham Lincoln, entretanto, não estava disposto a promover a emancipação nos estados do sul e repreendeu Hunter por suas ações. Tubman condenou a reação de Lincoln e sua geral indisposição em considerar a eliminação da escravidão nos Estados Unidos devido a razões morais e práticas, afirmando: “Deus não deixará “seu” Lincoln derrotar o sul enquanto ele não fizer o que é certo”, e ainda dizendo: Seu” Lincoln é um grande homem e eu sou uma pobre negra, mas os negros podem dizer a “seu” Lincoln como economizar dinheiro e salvar a juventude. Ele pode fazer isto tornando os negros livres. Imaginem que tivesse uma horrenda e enorme cobra ali, no chão. Ela te morderia. Todo mundo se assustou, porque você pode morrer. Mandam buscar um doutor prá acudir, mas a cobra ´tá toda enrolada ali, e enquanto o doutor ´tá acudindo, ela volta a morder. O doutor cuida dessa mordida, mas enquanto ele ´tá cuidando, a cobra se levanta e morde de novo, vai continuar mordendo; o doutor continua acudindo, até você matar a cobra. É isto que “seu” Lincoln devia saber.

Quando finalmente Lincoln efetivou a Proclamação da Emancipação, em janeiro de 1863, Tubman considerou o fato um passo importante em direção ao objetivo de libertar da escravidão todos os homens, mulheres e crianças. Renovou o seu apoio à derrota da Confederação e não tardou muito para que ela liderasse um grupo de reconhecimento, através das terras em torno de Port Royal. Os pântanos e rios da Carolina do Sul eram semelhantes aos do litoral leste de Maryland e, assim, o seu conhecimento de deslocamentos às escondidas e de subterfúgios perante inimigos em potencial foram muito bem aplicados. O seu grupo, que trabalhava sob as ordens do Secretário de Guerra, Edwin M. Stanton, mapeou um terreno que não lhe era familiar e fez um reconhecimento de seus habitantes. Foi depois disso, que Tubman trabalhou juntamente com o coronel James Montgomery e lhe forneceu informações fundamentais que ajudaram a capturar Jacksonville, Flórida.

http://www.harriettubmanbiography.com/
Mais tarde, naquele mesmo ano, Tubman viria a tornar-se na primeira mulher a liderar um ataque durante a Guerra Civil. Quando Montgomery e seus soldados desfecharam um ataque contra várias fazendas, ao longo do rio Combahee, Tubman agiu como indispensável conselheira e acompanhou o ataque. Na manhã do dia 2 de junho de 1863, Tubman guiou três barcos a vapor em torno das minas dos Confederados, em águas que desembocavam no litoral. Uma vez em terra firme, a tropa da União pôs fogo nas fazendas, destruindo a infraestrutura e apoderando-se de alimentos e suprimentos que valiam milhares de dólares. Quando os barcos começaram a apitar, os escravos de toda a região compreenderam que ela estava sendo libertada. Tubman ficou a observar, enquanto os escravos acorriam em massa em direção aos barcos. “Jamais vi coisa igual”, ela declarou mais tarde, descrevendo uma cena caótica: mulheres carregando panelas onde o arroz ainda fervia, porcos que grunhiam, carregados nos ombros, e bebês dependurados nos pescoços de seus pais. Embora os seus senhores, armados com pistolas e chicotes, tentassem deter aquela fuga em massa, os seus esforços foram quase inúteis, diante daquele tumulto. Quando os soldados confederados entraram em cena, os barcos a vapor, apinhados de gente, partiram em direção a Beaufort.Mais de setecentos escravos foram resgatados no ataque do rio Combahee.

Os jornais proclamaram “o patriotismo, sagacidade, energia e capacidade” de Tubman, e ela foi elogiada por seus esforços de recrutamento . A maioria dos homens recém-libertos ingressou no exército da União. Mais tarde Tubman trabalhou com o coronel Robert Gould Shaw no assalto a Fort Wagner, servindo ao oficial sua última refeição, ao que se diz.

Durante mais dois anos, Tubman trabalhou para as forças da União, cuidando dos escravos recém-libertos, realizando missões de reconhecimento no território dos confederados e, eventualmente, atuando na Virgínia como enfermeira de soldados feridos. Fazia também visitas periódicas a Auburn, para estar com sua família e cuidar de seus pais. A Confederação rendeu-se em abril de 1865. Após prestar serviços durante mais alguns meses, Tubman partiu de volta para casa. Apesar de haver prestado serviços durante anos, ela jamais recebeu um salário regular e, durante anos, foi-lhe negada qualquer recompensa. O seu estatuto, que não era oficial, e os pagamentos desiguais oferecidos aos soldados negros causaram enorme dificuldade para que ela pudesse documentar a sua participação e o governo dos Estados Unidos mostrou-se lento em reconhecer sua dívida para com ela. Foi somente em 1899 que Tubman recebeu uma pensão pelos serviços prestados durante a Guerra Civil. Até lá, o seu constante trabalho humanitário em prol de sua família e de ex-escravos mantiveram-na num estado de constante pobreza e as suas dificuldades em obter uma pensão do governo foram especialmente penosas para ela.

Tubman passou os anos que lhe restavam em Auburn, cuidando de sua família e de outras pessoas necessitadas. Trabalhou em vários empregos para sustentar seus idosos pais e aceitou pensionistas para ajudar a pagar as contas.

Ativismo sufragista
Tubman também trabalhou em seus derradeiros anos para promover a causa do sufrágio das mulheres. Uma mulher branca perguntou certa vez a Tubman se ela acreditava que uma mulher deveria ter o direito de votar e obteve a seguinte resposta: “Sofri o suficiente para acreditar nisto.” Começou a participar de comícios promovidos por organizações sufragistas e em breve trabalhava ao lado de mulheres como Susan B. Anthony e Emily Howland.

Ela viajou para Nova York, Boston e Washington, DC, para falar em prol do direito de voto para as mulheres. Descreveu suas ações durante e após a Guerra Civil e mencionou os sacrifícios de incontáveis mulheres ao longo da história moderna como testemunho da igualdade entre mulheres e homens. Ao ser fundada a Federação Nacional de Mulheres Afro-Americanas, em 1896, Tubman foi a mais destacada oradora, por ocasião de sua primeira reunião.

Na virada do século, Tubman tornou-se profundamente envolvida com a Igreja Episcopal Metodista Africana em Auburn. Em 1903 ela doou parte de seu terreno à igreja, sob a condição de que ali fosse instalado um lar “para pessoas de cor idosas e indigentes. A instituição levou cinco anos para ser aberta e Tubman ficou consternada quando a igreja ordenou que os residentes deveriam pagar uma taxa de cem dólares de entrada. Ela declarou: “Fizeram uma regra, dizendo que ninguém deve vir se não tiver cem dólares. Pois agora eu quero fazer outra regra: só deve vir quem não tiver um tostão furado.” Ela ficou frustrada com a nova regra, mas ainda assim foi a convidada de honra, quando o Lar Harriet Tubman para Idosos comemorou sua inauguração, em 23 de junho de 1908.

Quando morreu, Tubman foi sepultada com honras militares no Cemitério de Fort Hill, em Auburn. A cidade homenageou-a com uma placa no fórum local. Embora os dizeres da placa demonstrassem orgulho por suas muitas realizações, o emprego da linguagem dialetal com a qual ela se expressava, aparentemente escolhido devido à sua autenticidade, tem sido criticado mediante o argumento de que isso diminui sua estatura como patriota americana e dedicada humanitária.

Após a guerra, estabeleceu-se em Auburn, no Estado de Nova York, onde se casou com outro veterano da Guerra de Secessão e com quem passou o resto da sua vida. Ela militou pela educação e pelo direito ao voto dos negros, e viveu os seus últimos anos com uma pensão de US$ 20 por ter participado na guerra. Morreu em 1913, com mais de 90 anos de idade. Chamada de “General Tubman” por admiradores, foi enterrada com honrarias militares. Em 2016, o tesouro americano norte-americano decidiu que a imagem de Harriet Tubman passará a figurar na nota de 20 dólares americanos.

https://www.epaumc.org

Foto de Harriet Tubman, por volta de 1885, adquirida pelo museu Smithsonian, em Washington D.C. (Foto: Chip Somodevilla/Getty Images)

Tubman, tornou-se depois da sua morte numa das personalidades mais emblemáticas da história americana, uma fonte de inspiração para muitas gerações, tendo sido objeto de inúmeras homenagens, entre as quais a sua inclusão na sua lista dos 100 Maiores Afro-Americanos (100 Greatest African Americans) de Kete Molefi Asante. Vários estabelecimentos de ensino norte-americanos têm o seu nome. Museu Harriet Tubman, em Cambridge e a Casa de Repouso Harriet Tubman, em Auburn, e o Museu Harriet Tubman, em Cambridge, são um testemunho vivo da grande mulher que Tubman foi. Em 1944, a Marinha norte-americana lançou o primeiro navio que com o nome de uma mulher negra, o SS Harriet Tubman. Em 1978, o Serviço Postal dos Estados Unidos emitiu um selo em honra de Tubman, o primeiro de uma série em honra a afro-americanos.

Comentários

Submeter um novo comentário

O conteúdo deste campo é privado e não irá ser exibido publicamente.
CAPTCHA
Esta pergunta serve para confirmar se és uma pessoa ou não e para prevenir publicaçãos automatizadas