Bagrinhos cruzam os braços em Setúbal

Acabou se a brincadeira. Depois de quase 4 meses de greve ás horas extraordinárias,sempre levada com grande calma por parte das ETP's e Terminais, as ultimas duas semanas tem sido repletas de novos episódios, todos eles provocados pelas empresas. Primeiro quando tentaram colocar um trabalhador para fazer o extraordinário, quando sabiam que os outros poderiam parar e o que ganharam? Terminal parado nesse turno. Depois quiseram despedir os 26 que se recusaram a trabalhar quando o fura greves quis fazer o extraordinário, acção da qual se arrependeram 20 minutos depois, o que ganharam? Terminal parado. Em seguida quiseram que reuníssemos com a administração da operestiva, administração essa, que pessoas que lá trabalham há quase 20 anos, nunca tinham conhecido! No terceiro episódio desta novela mexicana, contactaram 30 homens para ir a um sábado assinar um contrato e assim furarem a greve, ficaram surpreendidos quando viram que em vez de 30 estavam lá todos os trabalhadores, porque todos merecem uma vida melhor, e não só 30, por termos avisado todos os colegas para comparecerem nesse Sábado, fomos acusados de intimidação, não só aos nossos colegas como também á direcção da Operestiva que se sentiu ameaçada por terem apenas contactado 30 homens e lá estarem 100. O que ganharam? Nada, pois ninguém assinou contrato nenhum. No quarto episódio, fingindo que não tinham percebido que ninguém se ia vender aqueles contratos, decidiu a nossa santa administração, enviar cartas registadas para os 30 trabalhadores, para que estes marcassem data e hora para assinarem o contrato que tinham rejeitado no Sábado anterior, um dos nossos colegas, só pensado na barriga dele e esquecendo todos os outros colegas assinou. Agora estamos a viver o quinto episódio, pois se dos 30 só 1 assinou, fica provado o que nós queremos, queremos um CCT negociado entre Patrões e Sindicato, que melhore a vida de todos os trabalhadores e não só de 30, assim, derivado de todo este assédio que aqui descrevi, como a pressão por parte do Patrão com a mais que habitual conversa do "Não assinas tu, vem outro assinar" juntamente com a do "Já assinaram 10" quando afinal oficialmente só assinou 1, fez com que nós, que estávamos numa greve apenas ás horas extra tivéssemos que tomar medidas para acabar com tudo isso, e o que ganharam? TUDO PARADO, até que se revogue o contrato que foi assinado pelo nosso mau colega e que retomem as negociações com o SEAL .
O tempo do medo em Setúbal acabou, estamos todos unidos por uma vida melhor para todos, não apenas para 30.

NEM UM PASSO ATRÁS

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