O Gato Vadio é um lugar que pertence mais à cidade do que a todos nós

O Gato Vadio é um lugar que pertence mais à cidade do que a todos nós. Que é casa e é família para todo o tipo de pessoas e animais, que acolhe os recém-chegados, que tem chá quente e mantas e livros como é preciso, que discute e resiste, que é laboratório de ideias e de coisas, que é espaço de encontro onde tantos bonitos laços nasceram - de trabalho, de activismo, de investigação, de arte, de amor. Ainda têm dois meses para visitar, cheirar, provar uma bolacha de chocolate como não há mais nenhumas, dar duas de letra, e nunca mais esquecer. É demasiado triste, mas que a revolta nos sirva de alguma coisa. 11 anos depois, nem o Gato Vadio escapa a este deslumbramento pateta e obsessivo que anda a destruir tanto, e ainda nem somos capazes de contabilizar o quanto. Que um dia sejam feitas as contas, e que nesse dia ninguém se esqueça quem foi resistência e quem foi demolição.

Recebido por Maria Leonor Figueiredo

Comentários

Submeter um novo comentário

O conteúdo deste campo é privado e não irá ser exibido publicamente.
CAPTCHA
Esta pergunta serve para confirmar se és uma pessoa ou não e para prevenir publicaçãos automatizadas